O diabo é humano

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Oi, oi! Como vocês estão?
Estamos quase chegando nos mil favoritos aqui, hein? Muito obrigada por toda atenção e carinho, significa muito para mim ❤️
Sei que ando sumida, mas os estudos me pegaram.
Falta pouquíssimo para a fanfic acabar, já estão conseguindo dizer adeus? Porque eu não hahahah eu tenho um carinho enorme por essa história.
Depois dela, planejo escrever algo com Lady Dimitrescu se der tudo certo ^^
(Mesmo que demore na atualização, nenhuma fanfic será abandonada, ok?)
A oneshot da Miranda vem dia 17 do mês que vem, já podem anotar <3
Boa leitura!!!!
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Oh, dói como eu não olho para você com medo?
Você gosta de me ver ajoelhar?
Por causa do jeito que faz você se sentir
E eu ouvi que você não gosta disso
Eu não me importo se não gosta
Pai, não nos culpe por tentar viver
Por tentar amar
Por querer mais


Donna é interrompida do sono com sussurros ao lado dela, que ela resolve apenas ignorar. Ela mantém os olhos fechados, na intenção de se iludir pelo menos por alguns segundos que o peso em cima do corpo dela era o seu, mesmo que ela saiba que é apenas Angie dormindo como pedra ao lado dela. Foi uma noite boa. Claro, sem sonhos bons ou a sensação de alívio que ela costumava ter com você por perto, dormindo ao lado dela ou em seu quarto, mas ela conseguiu dormir a noite inteira, o que por si só já foi uma vitória suficiente. Dormir sem você por perto era praticamente impossível, as vozes sussurrando medos e anseios na cabeça dela, enquanto ela mesma imaginava os cenários onde você não voltaria e ela teria que mais uma vez, ficar sozinha e aprender a sobreviver com isso. Todos os cenários, acabava na solidão dela, como havia sido todos os anos, mesmo com a segunda família dela por perto. Era muito diferente. Então, apenas por conseguir fechar os olhos e adormecer sem sequer acordar na madrugada, a fez ficar agradecida por isso. Você tinha razão. Pelo menos uma vez na vida ela tinha que dar o braço a torcer e ter uma pequena porcentagem de esperança para acreditar que dessa vez, a vida terá um pouco de misericórdia e vai garantir que tudo vai ficar bem. E ela vai tentar isso ao máximo, porque ela confia em você. E porque está na hora dela lutar um pouco por ela mesma e tentar puxar o coração e mente dele um pouco para fora da escuridão, mesmo que ela soubesse que certas dores a feriram para sempre e nunca iriam embora. Mas por sorte, dessa vez ela teria ajuda de quem a ama e dela mesmo para criar uma pequena reconstituição entre a luz e a escuridão que habita nela.

Donna suspira fraco ao sentir Angie pesar um pouco mais contra ela e se encolhe quando sente uma lambida na mão dela. Isso definitivamente não foi Angie.

"Angie, por favor–" Donna começa a falar, abrindo os olhos esperando encontrar Angie, mas além da boneca, está um gato preto com olhos azuis brilhantes olhando para ela. Ele mia preguiçosamente e volta a atenção para Angie, tentando morder os dedos de madeira da mão direita dela.

"Donna, faça isso parar!" Ela resmunga com desgosto, balançando a mão para cima e para baixo, balançando o corpo do gato pequeno junto. Donna se prontifica e segura o corpo do gato com medo de Angie acabar machucando ele ou o fazendo voar para o outro lado do quarto. Ela passa a mão no pêlo do gato e Angie aponta um dedo para a cabeça dele. "Para com isso, Scar! Gato mal! Gato mal!"

O gato bate o rabo longo na cara de Angie e lambe o queixo de Donna antes de esticar o corpo e pular para o chão, saindo do quarto pela porta que agora estava semi aberta. Angie suspira aliviada e pula para fora da cama, passando a mão pelo vestido para desamassá-lo.

"Angie, não coloque nome nele, querida. Não vamos ficar com o gatinho. Você vai se apegar e tem muita coisa acontecendo." Donna adverte Angie, que apenas balança a mão em direção de Donna, como se não estivesse nem um pouco interessada nisso.

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