Voltei conforme o prometido!! Que começo de ano corrido e cansativo, hein? Saudade de ser adolescente e ter férias escolares :(
Esse capítulo é um pouco mais pesado, se você tem gatilho com homofobia e trauma religioso, por favor, tirem um tempo ou pulem a partir do itálico, ok?
Muito obrigada pelos comentários e favoritos!!!! Meu amor com cada um.
Se você não se sente acolhido, amado e respeitado em casa, eu sinto muito. Todo meu amor com vocês e amo cada um pelo que é. Família é quem segura nossa mão. Sempre vai ter alguém nesse mundo para você. O amor é lindo e algo a ser celebrado, assim como você, como pessoa. Tudo vai passar. Há esperança no futuro.
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"Seu jovem pecador perdido
Bem, eu estive aí, sentado nessa mesma cadeira
Sussurrando a mesma oração meio milhão de vezes
Mas é uma mentira enterrada em discípulos
Uma página da Bíblia não vale uma vida."
“Mamãe, não consigo dormir com você me olhando.” Carlos murmura para você, enquanto você continua parada sentada na poltrona, prestando atenção na respiração dele depois de contar uma história de ninar, já que Donna resolveu esculpir algumas bonecas na noite depois da pizza em família.
“Desculpe, querido. Eu apenas te amo muito.” Você sussurra e se levanta para beijar o cabelo dele carinhosamente e tirar alguns fios dos olhos dele. “Carlos, você sabe que sua mãe e eu vamos te amar mais que tudo nesse mundo, não é? Independente de qualquer coisa, nada vai balançar nosso amor por você.”
“Eu sei. Eu amo vocês também.” Carlos responde cansado com um bocejo, apertando o urso de pelúcia mais próximo do corpo.
“Eu quero que você saiba que sempre seremos um lugar seguro para você, independente da sua idade, sempre vai ser nosso filhinho e esse amor é maior que o mundo inteiro. Sua felicidade é tudo o que importa, tudo bem?” Você pergunta e ele assente, esticando a pequena mãozinha para segurar a sua.
“Sim, mamãe.” Ele responde e leva a mão de vocês dois para baixo da cabeça dele, enquanto o sono toma conta e Carlos começa a murmurar baixinho conforme fecha os olhos e dorme calmamente.
Você realmente espera que ele lembre disso ao longo de toda vida. Não importa quantos anos ele tivesse, você sempre tentaria lembrá-lo que seu amor, assim como o de Donna, não é limitado. Seu amor e carinho por ele nunca diminuiria porque ele resolveu trilhar a própria jornada e não o que vocês pensaram que ele conseguiria. Seu amor não teria fim ou ficaria balançado porque Carlos vive do jeito que o faz feliz, só te faria ter certeza o quanto seu amor por ele é infinito enquanto em vida.
Você quer ser tudo o que seu pai não é para você.
Esse erro nunca seria cometido.
Você o observa por alguns minutos e depois desce as escadas, direto em direção ao ateliê de Donna. Assim que você abre a porta, algo é arremessado direto na sua cara e você sequer tem a chance de desviar, sendo atingida em cheio.
“Uh…”
“Angie, eu disse para parar de jogar as coisas!” Donna repreende e a boneca bufa, sentando em uma das cadeiras com os braços cruzados. Luna olha para você e coloca a mão na boca, rindo silenciosamente.
“Não pode fazer mais nada.” Angie reclama com outro bufo e você ri, jogando um pedaço de pano velho que a Donna deixa espalhado na cara dela. “Ei!”
“Pare de ser ranzinza.” Você diz para ela e revira os olhos. “Não é, Luna? Tão mal humorada.”
Luna coloca os dois polegares para cima, confirmando e Angie joga o pano velho nela. Com isso, as duas começam uma guerrinha de pano enquanto você caminha até Donna e beija o ombro dela carinhosamente. A boneca que ela está fazendo é estranhamente parecida com Karl.
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FanfictionQuando uma alma quebrada encontra outra e juntas tentam encontrar a luz mesmo nos momentos mais sombrios. Você não podia acreditar no que estava acontecendo. A mulher que você acreditava que te amar, te transformou em uma fera, como se não bastasse...
