Capítulo 8. Balada

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— Sério que você me trouxe pra uma balada!?

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— Sério que você me trouxe pra uma balada!?

— Sim, ué, somos dois jovens que precisam curtir a vida. Por que não uma balada?

— Talvez porque eu curta muito bem a minha vida lendo livros, sem bebidas, sem drogas e sem problemas. 

— Acontece, minha linda, que a senhorita lê romances darks, onde tem bebidas, drogas e problemas. E você sabe muito bem que lê isso pela adrenalina que VOCÊ gostaria de viver, você gosta quando eu acelero a moto quase no ponto de nos matar, você gosta de todo o ciúme e obsessão que tenho sobre você e hoje você vai gostar dessa balada porque eu vou te fazer viver como nunca.

 Solto um suspiro e me rendo a ele.

— Beleza, o que faremos!?

— Vamos dançar. — Ele me dá aquele maldito sorrisinho que só ele tem e me puxa para o meio das pessoas, onde dançamos por horas. É, naquela noite eu dancei como nunca e me diverti para caralho, eu bebi um pouco, realmente bem pouco, eu nem tô bêbada.

— Erick, você é um gostoso.

— Eu sei, gata, você também é. — Puxo ele para perto.

— Sabe o que eu quero? — Falo com voz manhosa.

— O que você quer? — Sua voz estava rouca, uma delicinha.

— Eu acho que agora você merece um beijo, você foi tão legal, eu quero que me beije.

— Sério? — Balanço a cabeça positivamente. — Você tá bêbada? — Nego com a cabeça. — Então tá. — Erick aproxima o seu rosto do meu suavemente, sinto seu halito quente contra meu rosto, nossos lábios estavam bem próximos.

 Eu quase caio no chão quando alguém esbarra em Erick, nos separando bruscamente, mas alguém me segura. Olho para ver quem me salvou de ir ao encontro do chão e vejo Collin, exatamente a pessoa que Erick mais deseja: quebras os ossos, tirar sangue, degolar.

— É… uhn, obrigada. — Falo um pouco sem graça.

 Erick me puxa para perto dele, ele é tão possessivo que me deixa até molhada.

— O que você 'tá fazendo aqui, arrombado?

— Pelo amor de Deus, Erick, isso é a porra de uma boate, qualquer pessoa pode estar aqui, em qualquer dia.

— Tá, tá foda-se, só vai curtir sua vida miserável, okay.

— Você não manda em nada, tá legal. Maddy, eu queria saber se eu posso dançar com você?

— Cara, você não vê que tá atrapalhando nosso lance?

— Que lance, a Maddy disse que não quer nada de compromisso por agora!?

— Se fosse verdade, ela não teria acabado de me pedir para beijá-la. — Erick rosna, eu posso ver a fúria em seus olhos. 

— Sério mesmo que pediu, porque quando a encontrei, a pessoa que ela ia mesmo beijar era o chão. 

— Isso porque algum filho da puta esbarrou em mim. Olha, seu merdinha, você não cansa de fazer eu perder minha paciência, não? Porque eu já cansei dessa sua cara de buceta velha, pode nos deixar em paz, agradecido.

— Erick, para. Vamos, eu quero uma água. — Puxo seu braço. O mesmo ainda mostra o dedo para Collin antes de sairmos de perto do mesmo, e o bocó ainda fica lá com a cara de otário mongo dele olhando eu me afastar com Erick.

— Maldito, filho da puta, EU JURO PRA VOCÊ QUE, SE ALGUM DIA EU PUSS-

 Sim, eu simplesmente calei Erick com um beijo, foi só um selinho, mas foi o bastante para deixar Erick em choque e sem palavras. 

— Você me beijou? — Pergunta ele ainda em choque.

— Beijei.

— Faz de novo? — Ele pede com uma voz que parece de alguém que está em uma brisa forte após fumar uma da boa.

 Assim faço, me aproximo dele, passando meus braços em volta de seu pescoço e selo nossos lábios. Era um sigilo, selinhos, mas eu sinto meio que uma corrente de energia passando pelo meu corpo, e pelo jeito que ele abraça a minha cintura, acho que ele sentiu também. 

 Erick de repente introduz sua língua em minha boca, me assustando, mas eu tento só seguir seu ritmo. Eu estava com vergonha por nunca fazer isso, então me afasto levemente com vergonha.

— Eu nunca fiz isso.

— Nunca? — Pergunta ele com um sorrisinho.

— Nunca, mas eu acho que quero tentar.

 Ele levemente segura minha cintura e aproxima a boca da minha, ele sela nossos lábios e logo sua língua está na minha suavemente, eu sigo seus movimentos. Nosso beijo foi suave e tranquilo, eu não estava muito nervosa, ele era atencioso.

— Gostou? — Ele diz, fazendo carinho em meu rosto. 

— Gostei –Sorrio boba. Ele cola a testa na minha. 

 Novamente, Erick me beija e ficamos assim por um tempo até que eu decido dançar.

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