Capítulo 5. amigos

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Ela anda até mim em passos largos, puta da vida

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Ela anda até mim em passos largos, puta da vida. - Escuta aqui, Madison, você tá se achando, né? Mas saiba que em um estalar de dedos eu te mando para o seu Brasilzinho fudido.

- Tenta a sorte, vadia! - Pisco para ela.

- Vamos treinar, meninas. - Ela se afasta, indo para o meio do ginásio.

- Cara, eu adorei o jeito que você lacrou na Hazel e enfrentou a Ashley, acho que se continuar assim, vai ser a nova popular. - Diz Emma, vindo até mim. Ela tinha minha altura, cabelos em tom de castanho médio e cacheados com mechas roxas e olhos castanhos, muito bonito.

- Não quero popularidade, e essas peruas deveriam saber o básico, pelo menos, o que fizeram durante tantos anos de escola? Eu nem sou nerd e sei mais coisas do que elas e olha que estudei a vida toda em escola pública, elas, patricinhas americanas que estudaram a vida inteira em escola particular, não devem nem saber o que é continente.

- Garota, eu te adorei, quando você chegou aqui os garotos ficaram todos de olho nessa sua bunda enorme e a Ashley e as outras garotas ficaram muito putas, eu ri muito dessas otárias, mas quando eu vi esse monumento fiquei de boca aberta e entendi o porquê da raiva, e depois desse corte quero ser sua amiga para o resto da vida. Além de gostosa, ainda lacra e é cheia de si, amei.

Rio de sua fala. - É, você parece legal, dá para o gasto. - Finjo indiferença e caímos na risada. Passamos horas treinando até que bate o sinal para o intervalo.


Eu estava andando pelo corredor para ir para a biblioteca e, do nada, eu caio no chão. Aí que me dou conta de que esbarrei em um garoto de cabelos castanhos desgrenhados com mechas vermelhas, olhos verdes e sardas, ele também estava no chão com alguns livros caídos ao seu lado. Me levantando e estendo a mão para ajudá-lo.

- Me desculpa, eu estava em outro mundo.

- Sem problemas, me chamo Benjamin, mas pode me chamar de Ben.

- Muito prazer, Ben, eu sou Madson, mas me chame de Maddy. - Me apresento, ajudando-o a pegar os livros do chão, o entregando, ele pega sorrindo.

- Obrigado, você pode me ajudar? Eu sou novo aqui na escola e acabei de voltar da diretoria.

- Ah, eu estou aqui de intercâmbio há algumas semanas e não conheço bem a escola, mas meu amigo pode te mostrar e eu posso conhecer outros lugares também. - Digo simpática.

- Pode ser então.

- Vamos -Pego em seu punho, o levando pelo corredor até o gramado, meio que do lado de fora da escola, encontrando Erick fumando um cigarro.- Erick, não sabia que fumava!?

- Quem é esse?

- Você fuma?

- Fumo, quem é esse? - Pergunta, possessivo, reviro meus olhos.

- Esse é o Ben, ele é novo aqui na escola, você pode mostrar para a gente?

- Ué, você não já conhece tudo, pensei que a diretora tivesse pedido para Vitória te mostrar?

- Acha que ela mostraria?

- Não, vamos - Ele diz, jogando o cigarro no chão, pisando em cima para apagar.

Erick nos mostra toda a escola de cara fechada para o Ben, aí se ele soubesse a vibração gay que estou sentindo ao meu lado.

- Então, Maddy, vocês namoram?

- Sim.

- Não.

- Desde quando a gente namora?

- Desde sempre.

- Meu querido, nos conhecemos só há alguns dias.

-Foda-se, você é minha.

- Se toca, Erick, eu mal te conheço.

- Climão.

- Posso me tocar para você, mas em público?

- Toma no seu cu. - Digo, puxando Ben comigo, deixando Erick para trás.

- Ele te quer. - Ben faz sinal de surfista erguendo somente o polegar e mindinho, rio e bato em sua mão.

- Besta, ele é só um amigo chato.

- Amigo chato, sei.

- Sério, semanas depois que cheguei aqui, ele foi a única pessoa a falar comigo, daí ele me levou para jantar e enfim.

- Pera, ele te levou para jantar no mesmo dia em que te conheceu?

- Sim?

- E você saiu com um desconhecido, ele te quer e agora são amigos?

- Sim, não julgue meus métodos de fazer amizade, e ele não me quer... ele só...

- Só?

- Ele só gosta de provocar, ué.

- Vai dizer que ele nunca tentou te beijar?

- Bom! Já, mas eu nunca deixei, né!

- Menina, se aquele homem tenta me beijar, eu me jogo nos braços dele e seja o que Deus quiser. E sim, ele te quer muito, amiga. - Reviro meus olhos rindo dele.

- Então, você é gay?

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