Ela ama adrenalinda.
Ele é motoqueiro.
Ela gosta de Dark Romance.
Ele é um bad boy.
"Desde de que à vi pela primeira vez, sentada e lendo seu livro duvidoso, uma imensa vontade de falar com ela surgiu, até que um dia finalmente criei coragem...
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Depois de ficarmos beijando e brincando na água, decidimos que íamos andar um pouco pela areia, e foi aí que achamos umas pedras muito bonitas e tipo uma caverna. Agora estamos aqui, isolados do povo, na sombra, só curtindo a companhia um do outro, tendo conversas aleatórias.
— Como foi a sua primeira vez?
— Olha, pra falar a verdade, foi uma bosta. Eu sempre fui esse gostoso que sou hoje, sabe –reviro meus olhos —, enfim, teve um dia que tive que fazer trabalho de dupla com uma menina da minha antiga escola, aí tá, eu fui à casa dela, a gente fez o trabalho e tals, você acredita que ela me beijou? Eu fiquei passado, aí depois do meu choque a gente ficou se pegando e ela disse com todas as letras "eu quero que você me coma".
— Meu Deus –essas são minhas únicas palavras.
— Pois é, aí tá né, a gente foi pra cama dela e fizemos, até que foi legal, sabe? Só que eu me senti mal porque obviamente eu machuquei ela um pouco, sabe? Mas ela até que gostou, só que não foi nem um pouco especial para nenhum dos dois.
— Poxa... Acho que eu quero te falar algo.
— O quê?
— Eu não sou mais virgem!
— Pera, o que, como assim?
— Quando eu tinha 5 anos, minha mãe descobriu um câncer, não durou muito e ela faleceu. Ficou só eu e meu pai e logo ele casou de novo. Eu cresci mais lá para os meus 12 anos meu corpo estava começando a se formar sabe –respiro fundo para pre der as lágrimas. —, meu pai começou a me olhar de uma forma estranha até que um dia ele entrou no meu quarto de madrugada e passou a mão em meu corpo –as lágrimas estavam escorrendo por minhas bochechas. —, ele ia ao meu quarto frequentemente e minha madrasta sábia, mas não fazia nada, até que um dia ele veio e abusou de mim. Nesse dia, não foi só a minha virgindade que ele tirou de mim, foi a minha alma, minha felicidade, minha pureza. Logo ele começou a trazer homens para se satisfazerem em meu pequeno corpo de criança, eles pagavam pra ele e às vezes eu me juntava com os homens. Por logos quatro anos, eu fui só um corpo vazio, existindo para satisfazer homens sujos como o meu próprio pai.
— Minha madrasta tinha raiva de mim por meu pai desejar mais o meu corpo do que o dela, como se eu tivesse culpa nisso, eu era somente uma criança, Erick, uma criança –as lágrimas já escorriam pelo meu rosto, completamente descontrolável. Erick me abraça e eu continuei falando.— Eu fiquei todo o ano passado implorando para que ela me ajudasse a convencer ele de deixar eu fazer esse maldito intercâmbio. Eu só queria me livrar dele, Erick, eu só quero paz.
— O, minha linda, por isso que você sempre fala que não quer se relacionar e pretende morar aqui mesmo demonstrando amar tanto seu país – assim com a cabeça. — Você é tão forte, princesa.
Ele me abraça apertado e eu choro, choro como eu gostaria de chorar no colo de minha mãozinha que não está mais aqui para me proteger. Choro como uma criança que acaba de derrubar o sorvete, choro como naquela noite em que meu próprio pai tirou tudo de mim.
— Eu tenho medo de que ele venha atrás de mim.
— Ei, calma, ele não é nem louco de vir, eu o mato. A gente tem que denunciar, isso vamos denunciar.
— Erick, não adianta, eu não tenho provas e ele está no Brasil. Os policiais americanos não têm nada com isso, deixa para lá.
— Maddy, se eu ver esse cara na minha frente, eu vou acabar com a raça dele, isso não vai ficar assim, ele vai ter o que merece. Nem que seja a última coisa que eu faça.
🌑🌓🌕
P.O.V. Erick
Eu estou extremamente puto, hoje eu acordei decidido a fazer com que o dia fosse incrível para Maddy, eu a chamei para a praia para que ela se divertisse. Mas ao invés disso, assim que chegamos nessa porra, vem um velho pedófilo para assediá-la, isso me deixou com tanta raiva que eu sentia meu sangue ferver.
Depois, quando ela disse o que seu pai faz, eu me senti péssimo, poxa, como um próprio pai pode fazer isso com a filha, uma criança de 12 anos, cara? Conforme Maddy foi me contando o que aconteceu, eu fui ficando enjoado e tudo o que eu queria era lhe abraçar, e foi o que fiz, a abracei fortemente, a confortando em meu peito.
Já calma, Madison me puxou para a água novamente, ficamos brincando por um tempo e depois tiramos a areia do corpo no chuveirinho. Ela fez eu até um tipo de "cabaninha" para que ela trocasse de roupa, a mesma colocou um vestido soltinho lilás e o tênis branco. E fez a mesma cabana para eu colocar minha calça e camisa preta. Eu nunca fiquei com tanta vergonha, as pessoas que passavam ao nosso redor ficaram olhando, ela disse que era para eu ficar tipo fodasse já que no Brasil é normal as pessoas trocarem de roupa no meio da rua com um idiota segurando uma toalha. Meu Deus.
Agora estamos num restaurante que ela escolheu, deixando claro que ela escolheu só por ter mesas do lado de fora. A prova disso é que estamos do lado de fora mesmo, tento mesa vazia lá dentro. Pelo menos a comida é boa, pedimos lasanha, a dela com salada e suco natural de laranja.
— Já decidiu o que vai fazer quando terminamos aqui?
— Já sim!
— O quê?
— Surpresinho. A propósito, esse lugar é incrível, né? Muito lindo.
— Real, mas você pensa que eu não sei que só quis comer aqui por terem mesas do lado de fora.
— Mentira, talvez, mas mentira. Aqui é tão lindo e a comida é boa.
— Huhum sei, vamos pegar sobremesa?
— Vamos –Seu sorriso até aumenta. – A gente pode pegar uma taça de sorvete para dividir, se você quiser.
— Para mim, tá ótimo. Vai querer qual?
— Pode ser essa, olha –ela começa a ler a descrição da taça no cardápio. — É meio chocolate branco, meio preto, sorvete de creme com morangos e bombons sortidos, o que acha?