Capítulo 23. Pai

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— Uma pena ter que ir embora desse lugar maravilhoso né amor!? – Eu falo triste colocando o capacete

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— Uma pena ter que ir embora desse lugar maravilhoso né amor!? – Eu falo triste colocando o capacete.

— Verdade, mas a gente se divertiu e ficamos bastante tempo juntos, me sinto feliz do meu plano ter dado certo. – Diz ele subindo na moto, logo me ajudando também.

   Eu abraço sua cintura e ele começa a pilotar. Como a viagem é um pouco longa vou refletindo sobre tudo, penso em como tudo aconteceu desde que me mudei, conheci Erick, me meti em confusão, tô namorando com ele.

  Erick faz meus dias melhores, essa semana só com ele foi tudo de bom, a gente assistiu filme, fizemos trilha, brigamos como sempre, mas a gente aproveitou para caramba.

  Saio dos meus devaneios quando percebo Erick estacionando na garagem do meu prédio. Quando descemos da moto ele pega minha mão entrelaçando os dedos me guiando para o elevador.

  Arregalo meus olhos quando coloco a chave na fechadura, pois vejo que não está trancada. Mas eu lembro de ter trancado, estranho.

  Olho para Erick, mas ele parece não perceber. Quando entro arregalo mais os meus olhos.

— Pai!

— Olá, Madison! – Meu pai diz com o sorriso estranho dele de sempre, o qual eu tenho tanto medo. Eu me tremo de medo, Erick percebendo segura minha mão.

— Não vai falar com o papai, docinho? — Minha respiração acelera, sinto meus olhos marejados.

— O que faz aqui seu monstro? – Pergunto com raiva e ele gargalha de mim.

— Senti saudade da minha bebezinha, você está tão linda, filha. – Ele fala olhando para o meu corpo. Meu estômago embrulha com sua fala.

Okay, entrar e ver um desconhecido no sofá dela já me surpreendeu, agora saber que esse cara é o pai dela foi o que me chocou

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Okay, entrar e ver um desconhecido no sofá dela já me surpreendeu, agora saber que esse cara é o pai dela foi o que me chocou. Ele tá sendo tão escroto quanto ela disse que ele era e isso já está me deixando puto.

  Meu auge é ver o olhar dele para a própria filha. Mas me seguro.

— Vai embora seu monstro. – Maddy levanta o tom de voz, segurando as lágrimas e apertando minha mão.

— Olha o jeito que fala comigo sua vagabunda.

— JÁ CHEGA! – Esse é o meu estopin. — Nem fudendo que eu vou deixar você falar do jeito que quiser com minha mulher.

— E quem você pensa que é moleque? — Diz ele se aproximando de mim.

— Eu sou o namorado dela e não vou deixar pedófilo nenhum chegar perto dela. – Me aproximo dele também, eu tô tão puto com esse velho escroto.

— Então quer dizer que você contou para ele sobre as nossa brincadeiras de pai e filha!

— Incrível como um pai pode além de estuprar a própria filha ainda chamar de brincadeira. Pare e observe o quão filho da puta você é.

— Escuta aqui moleque, você não é ninguém para vir falar como eu devo educar minha filha.

— Sua filha um caralho, você deixou de ser pai dela no momento que olhou para o corpo infantil dela pela primeira vez.

— A vagabunda te falou tudo em detalhes né. Ela falou também do quanto ela gostava de quando eu me enterrava na buceta apertada dela?

  Sinto minha veia do pescoço latejando, parto para cima dele socando seu olho. Escuto o grito de Maddy, mas não paro de bater no velho que revida.

Minha mão e meu rosto estão doloridos.

— Seu velho arrombado. – Digo batendo mais, ele me dá acho que um terceiro ou quarto soco, eu chuto sua barriga o derrubando no chão.

— Polícia! Parem os dois. – Vejo dois policiais na porta e Maddy ao lado deles chorando.

— Maddy!

— Eu chamei a polícia, pois não quero que você se meta nisso. – Ela se aproxima de mim, os olhos marejados e eu a abraço.

— Não, me solta! – Olho para trás vendo esse filho da puta que eu bem sei o nome algemado. — Vocês não podem me prender.

— Recebemos uma denúncia de invasão domiciliar e de abuso de menores, vamos levá-lo para a delegacia onde tudo será esclarecido, até lá o senhor tem o direito de permanecer calado. – Um dos policiais fala e sai com o homem algemado.

— Vocês dois vem com a gente, precisamos dos depoimentos.

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