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— E por que ele te deu carona ontem?.

Paralisei, não soube oque responder, eu respondi a primeira coisa que veio na minha cabeça.

— Arroz. - Porra, por que eu falei isso?

— Arroz?. - O mais velho me encara confuso.

— É isso ai. - Ele continuava com a expressão confusa. — É que ele me convidou pra comer arroz.

— Entendi. - Ele guia sua mão até a minha cintura. 

— Shi-oh?, estamos no trabalho.

— E quem se importa?.

Ao desviar o olhar, sinto o ar quente da respiração dele na minha nuca, trazendo um elemento adicional de sensibilidade e vulnerabilidade. 

Uma estranha mistura de emoções toma conta de mim enquanto eu me pergunto o que vem a seguir. O momento entre nós tornou-se íntimo e pessoal e parece perigoso no sentido de que há potencial.

O silêncio de Shi-oh me deixa com a impressão de que ele está considerando cuidadosamente meu próximo movimento, o que aumenta a minha tensão.

Ele separa nossos corpos e me encara.

— Bom trabalho, Jin. - Vejo o sorriso se formando nos seus lábios. 

— Bom trabalho, Shi. - O mais velho vira de costas e vai para sua sala.

Volto para o escritório para terminar o trabalho.

— Soo-jin pode me ajudar com umas papeladas. - Min-ji me pergunta, confesso que eu queria recusar.

— Tudo bem, no que precisa de ajuda?.

— Nessas papeladas aqui. - Ela me mostra a papelada.

Eu termino o meu turno e vou até fora da empresa e fecho os olhos por sentir o ar livre. Sinto uma mão na minha cintura, eu sabia que era Ryu Shi-Oh.

— Como foi o trabalho?. - O mais velho ainda pergunta com a mão na minha cintura.

— Cansativo, e o seu?.

— Foi bom. - Sinto a sua outra mão na minha cintura. — O que acha de sairmos?

— Uma boa ideia.

— Vamos então. - O mais velho segura a minha mão e abre a porta do passageiro, e após isso abre a porta do motorista.

— Não gosto de surpresas. - Eu realmente não gosto.

— Por que não gosta de surpresas. - Ele me encara enquanto dirige.

— Me sinto ansiosa.

— Eu também. - Ele sorri. — Eu nunca recebi surpresas quando era criança.

— Eu também não. 

— Seus pais são falecidos?. - Eu odeio essa pergunta.

— Minha mãe sim, o meu pai está preso.

— Por que ele está preso?.

— Ele matou a minha mãe quando eu tinha 11 anos.

— Você cresceu com algum familiar?.

— Sim com a minha tia.

— Entendi. - ele põe uma das suas mãos na minha coxa. — Eu fui abandonado quando era criança, não sei quem são meus pais.

— E como você cresceu?.

— Cresci na Rússia.

— Quem te criou?.

— A Pavel.

— A máfia Rússia?.

— Sim.

— Deve ter sido difícil. 

— Foi. Mas por um lado lá eu fiz o meu único amigo.

— Pelo menos isso.

— Chegamos.

Abro a porta e ele faz o mesmo, saio e vejo um parque de diversões.

— É lindo.

— Você acha?. - Ele segura a minha mão. — Vamos.

Ele me puxa até a entrada do parque de diversões.

— Duas inteiras, porfavor. 

Ele paga e recebe as pulseiras para entrar no parque e nós entramos.

— Qual você quer ir primeiro. - Sinto suas mãos na minha cintura.

— Ali. - Aponto para montanha russa.

— Vamos então. - Seguro a sua mão e vamos até a montanha russa.

Passamos 1 hora no parque e depois vamos pro carro.

— Tá com fome?. - O mais velho pergunta.

— Um pouco.

— Que tal irmos jantar na minha casa?.

— Pode ser. - Sorrio para o mais velho.

Ele começa a dirigir até a sua casa, é um apartamento de luxo. Chegamos no apartamento e entramos.

— Pode tomar um banho. No banheiro na sua esquerda tem uma toalha limpa.

— Tudo bem, eu vou lá.

Vou até o banheiro e vejo o quão luxuoso era o banheiro. Ligo o chuveiro e sinto a água cair sobre o meu corpo, era relaxante.

Tomo o banho e me enxugo. Escuto o mais velho bater na porta.

— Vou te entregar uma roupa minha, vai servir eu acho. - Ele abre a porta e põe o seu braço deixando a roupa na pia.

Era uma blusa preta, que com certeza não daria em mim e uma calça moletom que ficaria larga. Visto a roupa e vou até a cozinha e vejo o mais velho apenas de blusa social e sua calça do terno.

— O que está cozinhando?.

— Frango frito, eu não tinha nada melhor. - Rio da sua fala.

— Entendi. - Me sento na mesa e o mais velho trás o frango e se senta.

— Vinho?.

— Claro.

Ele trás o vinho e põe um pouco na minha taça. Nós conversamos enquanto comíamos.

— Já que eu terminei a comida acho melhor ir embora, tá ficando tarde. 

Me levanto e vou até a porta, assim que vou abrir a porta o Shi-Oh segura meu pulso e me vira.

— Não vai.

— Por que eu não deveria?. - Sou interrompida com um beijo inesperado do mais velho, era um beijo feroz.

— Fica aqui essa noite. - Shi-Oh interrompeu o beijo para falar, não parecendo pronto para soltar meu rosto nem me deixar a ir a lugar algum. — Dorme comigo, Jin. 

Sequer pensei em negar, mas ele continuou defendendo seu caso.

— A gente pode assistir filmes ou jogar algum jogo. Não vai, fica comigo.

Ele me puxa para outro beijo novamente e eu me aconchego nele. Ponho as minhas mãos na sua nuca e sinto o mais velho passar a mão na minha coxa. Faço impulso e subo no colo dele enquanto ele segura minhas coxas, ainda o beijando.

O mais velho me leva até a mesa e escuto a taça caindo no chão e quebrando, isso não era importante nesse momento. 

Ambos estavam se beijando como se não houvesse amanhã.

— Quer ir para o quarto, Jin?. - Ele pergunta enquanto passa a sua mão na minha coxa e encara os meus olhos.

— Quero.

O mais velho me pega no colo e começa a me beijar, ele me joga na cama e abre a gaveta da escrivaninha e pega uma camisinha.

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Eita eita..





Dangerous - Ryu Shi-OhOnde histórias criam vida. Descubra agora