- Foi um final de semana fantástico, disse Rodolffo.
Obrigado meu amor por esta surpresa. Agora tenho muito que lutar para te superar.
- Isto não tem que ser uma competição. Eu só quis mostrar-te que estou mudada e o quanto te amo.
- Também amo.
Rodolffo deu-lhe um beijo.
Era noite de domingo quando entraram em casa.
- Ju, estou com saudades da nossa filha. Estava quase para a ir buscar.
- Não vás. Eu combinei com a Maria. Já é noite e talvez elas já estejam a dormir.
Vamos aproveitar mais uma noite sózinhos.
- Vais preparando o jantar? Eu vou encher a banheira e colocar uns sais.
- Mas esperas por mim para o banho, Ju?
- Claro que sim.
Rodolffo adiantou o jantar e subiu.
Juliette já se preparava para entrar na banheira.
- Prometeste esperar!
- Eu ouvi-te subir, e já fui entrando.
Depois de se acomodarem na banheira, Juliette perguntou:
- Rodolffo, não queres mudar-te para cá?
- De vez?
- Sim. De armas e bagagens.
- Vamos debater esse assunto depois.
Agora vou fazer-te uma massagem para nunca mais esqueceres.
- Uhmmm! Olha que depois eu posso querer sempre.
- Tudo o que quiseres.
No dia seguinte, Maria e Rodolffo conversavam sobre o final de semana.
- A Madalena é uma querida. Muito mais sossegada que a Cecília. E como foi lá com a Juliette?
- Foi maravilhoso. Um dia tens que ir com o João. O local é magnífico. Olha estas fotos.
- Realmente parece ser muito bom.
- Quando quiseres, a Cecília fica por nossa conta. Temos que dar umas escapadelas de vez em quando sem as filhotas.
Olha, Rodolffo mostrou a aliança. Juliette fez o pedido.
- Sério? Foi ela que pediu?
- Foi. Agora já posso dizer a toda a gente que a foto que está na minha secretária é da minha namorada e filha.
- Só tens que convencer a Raquel. Ela ainda tem esperança.
- Esperança que eu nunca alimentei, muito pelo contrário.
Raquel era uma das enfermeiras da clínica. Era das mais antigas, por isso tinha um grau de intimidade connosco que os outros não tinham.
Sempre se insinuou a mim, mas por nunca ter sido desrespeitosa não vi necessidade de a afastar.
Tomei o cuidado de a colocar a trabalhar mais com os outros médicos e não directamente comigo.
Está semana tive uma avaria no meu carro e precisei colocá-lo numa oficina.
Durante 3 dias ia ficar sem carro.
Depois de deixar Madalena a escola, Juliette deixava-me na clínica e seguia para o tribunal.
No final do expediente ela passava para me apanhar.
Hoje eu cheguei mais cedo. Rodolffo ainda tinha pacientes para ver. Identifiquei-me na recepção e a moça mandou-me esperar na sala de espera, oferecendo-me um café.
Só havia um casal com uma criança que logo foi chamada para a consulta. Duas enfermeiras vieram buscar um café de uma das máquinas e vinham a falar.
- Amiga, o homem não pára de ser gostoso.
- Pena que não te dá moral.
- Mas eu não desisto. Um dia destes eu amoleço aquele coração. Agora colocou a foto daquela lá na secretária, como se isso me incomodasse.
- Mas a moça é bonita. E a criança? Coisa mais linda.
- Eu também sou bonita. E estou aqui completamente disponível. Só ele não vê.
- Desiste. Arranja outro.
- Não quero outro. Um dia eu vou ter a chance.
As duas conversavam como se eu não estivesse ali. Levantei-me dirigi-me à recepção e disse em voz alta:
- Por favor, importa-se de ir ver se o MEU MARIDO já terminou as consultas e informá-lo que já cheguei?
- Vou agora mesmo, respondeu.
As outras duas olharam para mim e baixaram o olhar.
Rodolffo chegou entretanto, deu-me um beijo e eu aproveitei para que fosse bem escandaloso, dizendo de seguida.
- Vamos embora amor. O ar por aqui está fedido. Não o ar da clínica, apenas de certa gente. Pisquei o olho à recepcionista e saí atrelada ao gostoso do Rodolffo.
Ele apenas deu um tchau meninas, sem entender nada da minha afirmação.
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Amei-te Sem Te Conhecer
FanfictionFantasia de uma noite, sexo casual ou irresponsabilidade? Vale tudo por uma noite de diversão.
