Cap 13

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Já se passaram quatro dias que aconteceu isso. Dez desse dia, minha cabeça anda me pregando algumas pessas, vejo coisas que não existem, vultos, insônia e coisas do tipo.

Percebi que quando estou em um como da casa sósinho, fico em alérta o tempo todo, qualquer minimo barulho faz meu coração disparar. Luiz fez algo terrível e eu que estou sofrendo as concequencias.

Quando percebo que estou profundamente encarando o copo de água que está em cima da mesinha em frente ao sofá, tento relaxar meus ombros que estão tensos.

- Seus machucados ainda dóem? - Asher pergunta.

- Sim, muito. Mas a sua cabeça parece estar melhor. - digo olhando para Asher ao meu lado no sofá.

- Você presisa de algo? - ele pergunta.

- Sim, de um abraço. - logo em seguida, subo em cima dele e fico abrassado nele, e ele faz o mesmo.

Os machucados que Luiz fez em meu corpo vão sarar, mas os que estão dentro de mim, nunca vão se curar. Todo esse medo, todo esse ódio, toda essa dor, no final nunca se foram, achei que tinha ido quando nós terminamos, mas não, ela sempre esteve lá no fundo, bem no fundo dentro de mim.

- Asher.

- Sim querido?

- Se eu tivesse feito diferente, se eu tivesse acabado com isso antes, você acha que as coisas estariam como estão agora?

- Não - ele fala olhando nos meus olhos - eu não te conheceria se não tivesse acabado daquele jeito. Eu provavelmente estaria apenas te observando.

Eu apenas o olho em cilencio em quanto pensso um pouco.

- Não éra essa a resposta que você queria? - ele pergunta.

- Não é bem isso que eu quis dizer - falo e ele se aproxima de mim - se eu tivesse evitado todas as coisas ruins da minha vida, ainda assim teria um jeito de nós estarmos aonde estamos?

- Provavelmente não. Mas eu daria um jeito de ficarmos juntos.

Não digo nada, apenas lhe dou um sorriso sincero e logo em seguida lhe dou um beijo. Me acochego em seu peito.

Sinto meus olho pesarem e adormesso em seu colo.

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- Que orgulho do nosso pequeno gênio - minha mãe disse em quanto comversava com minhas tias e meu pai - amanhã ele vai apresentar um projeto extraordinário na FEBRACE, não é Alex?

- Sim - digo em quanto finjo um sorriso alegre e orgulhoso - mãe, posso ir la fora um pouco, tenho que tomar um ar fresco.

- Pode ir.

Com forme eu vou me afastando do interior da casa, meu sorriso se torna uma expressão desagradavel.

Eu vou até o meio fio da rua me me sento.

Minha vida está tomando um rumo completamente diferente do que eu queria. A cada dia que passa, minha cabeça vai ficando mais e mais comfusa, até que nem eu mesmo sei controlar mais como controlar ela.

Eu estou tão comfuso e cansado que nem mesmo consigo respirar direito, tudo que eu queria éra sumir do mundo, só um pouquinho. Só o suficiente para que eu pudesse tomar uma decisão sem que eu me arrependa.

Eu não aguento mais, eu só quero paz, ser alguém normal. Eu não pedi para ser inteligente, eu não pedi para que nada disso acontecese, por mais que isso vá me dar um futuro bom, eu não quero, não posso, isso não sou eu, isso é outra pessoa, uma pessoa completamente diferente de mim, isso esta me destruindo por dentro mais do que qualquer outra coisa.

Devil Eyes (+18)Onde histórias criam vida. Descubra agora