➸chapters; The explosion

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❝ Nunca tire o pé do
pescoço do tigre se
você não estiver
pronto para ser morto.
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🚨 Atenção 🚨

Escrita forte, se você
não gosta e é sensível e só pular.

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Após o tumulto na garagem, subi as escadas que conduziam ao quarto de Demon, cada passo ecoando como um lembrete da situação desconfortável que vivenciei

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Após o tumulto na garagem, subi as escadas que conduziam ao quarto de Demon, cada passo ecoando como um lembrete da situação desconfortável que vivenciei. A ideia de cruzar com seu ohar tão cedo me causava uma inquietação profunda, como se seu olhar pudesse me desnuda de qualquer resquício de dignidade.

Ao abrir a porta do quarto, um ar pesado e carregado me envolveu, e fui em direção ao banheiro, buscando as roupas que deixei para trás na noite anterior.

Quando encarei meu reflexo no espelho, fui confrontada com uma imagem que parecia quase surreal, apenas uma blusa dele, larga e desleixada em meu corpo, e uma cueca. A vergonha tomou conta de mim como um véu pesado que me cobria, sufocando minha essência.

Seus seguranças me viram nessa fragilidade, todos os habitantes daquela casa estavam cientes do meu estado exposto e vulnerável, até mesmo aquele demônio que parecia desfrutar da minha desgraça.

Com pressa, me vesti, como se cada peça de roupa pudesse me proteger daquela sensação de exposição. Saí do quarto e desci as escadas, onde o silêncio era quase ensurdecedor, não havia ninguém à vista, nem na entrada da vasta sala de estar nem nos imponentes portões que pareciam guardar segredos obscuros.

Ouvi murmúrios indistintos vindos da cozinha, mas deixei quieto. Era melhor manter distância do que se arriscar a ser puxada novamente para a teia intrincada dessa casa.

Saí da casa sem nem mesmo olhar para trás. Para minha sorte, os portões estavam abertos, permitindo minha saída. Caminhei pelas grandes casas luxuosas que adornavam aquele bairro, cada uma mais imponente que a outra, refletindo uma vida de ostentação e superficialidade.

Avisto um táxi a poucos metros de mim, ergui a mão em um gesto decidido, acenando para que o motorista parasse. Me aproximo do veículo e abri a porta e entrei, buscando um refúgio momentâneo.

— Bom dia, moça. Para onde vai? — perguntou o motorista, sua voz ressoando com uma curiosidade.

— Para Lombardia — respondi, acenando de maneira vaga para o homem.

No instante em que ele acelerou, nos afastamos das grandes casas e adentramos as movimentadas ruas de Bolonha. A cidade pulsava com vida, pessoas apressadas cruzavam as faixas de pedestres como se cada segundo fosse precioso.

𝗠𝘆 𝗱𝗲𝗺𝗼𝗻𝗶𝗰 𝗺𝗼𝗯𝘀𝘁𝗲𝗿Onde histórias criam vida. Descubra agora