➸chapters; Big boy

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❝ Um remédio bom
para cobra?
Só matando.❞
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Era um pecado fazer isso? Eu me perdia em pensamentos enquanto observava a respiração ofegante de Demon, seus lábios entreabertos, buscando ar como se cada instante fosse uma luta

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Era um pecado fazer isso? Eu me perdia em pensamentos enquanto observava a respiração ofegante de Demon, seus lábios entreabertos, buscando ar como se cada instante fosse uma luta. A vergonha que antes queimava meu rosto se dissipava aos poucos, dando lugar a uma confusão de sentimentos que eu mal conseguia identificar. Estávamos ali, expostos um ao outro em uma cova escura e fria no cemitério – não um cemitério qualquer, mas aquele onde meus pais repousavam. O peso da situação me consumia; como eu havia chegado a esse ponto, e olha com quem.

Demon parecia alheio a tudo isso. Seus olhos fixos nos meus eram como âncoras que me prendiam, provando que ele tinha o poder de me levar ao limite das minhas próprias loucuras. A forma como ele me fazia sentir era ao mesmo tempo aterrorizante e hipnotizante. Eu o odiava por isso, mas não conseguia evitar.

— Ainda fala que não consegue gozar comigo, meu bem? — sua voz rouca e baixa penetrava meus ouvidos, provocando arrepios que dançavam pela minha espinha.

— Isso agora vai de você; não senti muito prazer nisso — respondi, o provocando com um sorriso.

No instante seguinte, Demon rosna como um animal selvagem e puxa os fios da minha nuca, fazendo um gemido involuntário escapar dos meus lábios.

— Vai continuar com isso, porra? — sua voz era um misto de raiva e desejo.

Eu ri em sarcasmo, tentando manter a bravura que já começava a desmoronar diante dele.

— Não me desafie, Leona. Na próxima eu faço você desmaiar de tanto gozar — ele prometeu com um sorriso que misturava diversão e uma ameaça velada.

Um arrepio percorreu meu corpo enquanto tentava encará-lo com firmeza. Era um plano falho, eu sabia; ele percebia minha fraqueza. O sorriso cortante no rosto dele só aumentava minha frustração.

Com um bufo de indignação, levantei-me de cima dele e procurei meu short em meio à escuridão da cova. O frio da noite contrastava com o calor que ainda pulsava dentro de mim.  Vesti o short e meus pensamentos foram em como aquela coisa coube em mim, senti bater em meu útero diversas vezes, como era vergonhoso e ao mesmo tempo delicioso lembrar – o ato impensável que havíamos acabado de cometer era algo tão fora do comum para mim. A lembrança da sensação boa ainda reverberava nas minhas entranhas; era uma mistura explosiva de prazer e culpa.

Fizemos algo tão proibido e pecaminoso que mal conseguia acreditar que fui eu quem fiz isso. Mas mesmo diante da intensidade do momento, havia algo dentro de mim que se recusava a esquecer o medo que senti ao ver sua máscara nas sombras – aquele olhar penetrante através da máscara me paralisou. Como poderia me defender? Um estilete afiado parecia insignificante diante da força dele.

𝗠𝘆 𝗱𝗲𝗺𝗼𝗻𝗶𝗰 𝗺𝗼𝗯𝘀𝘁𝗲𝗿Onde histórias criam vida. Descubra agora