➸chapters; Lethal friend

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" Encontro
antigo..."
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Juro para mim mesma que, depois de ontem à noite, vou parar com as provocações. Minhas pernas estão doloridas, um lembrete constante da intensidade da noite anterior. Tento me sentar como uma pessoa civilizada, mas a dor é intensa e involuntariamente faço uma careta, deixando escapar um pequeno gemido.

E lá está ele, o filho da mãe, rindo com aquele sorriso malicioso e torto no rosto que sempre consegue me deixar furiosa. Que ódio! Minha vontade era de dar o troco, mas isso está fora de cogitação; a última coisa que quero é dar mais motivos para ele me provocar. E assim, mais uma vez, a situação vai sobrar para mim.

Enquanto isso, o aroma do café fresco invade meus sentidos e me transporta para um lugar aconchegante. Olho para a caneca em minha frente; seus lábios estiveram ali. O cheiro do café quente se mistura ao ar fresco do mar, criando uma atmosfera que me faz sentir viva. O vento bagunça os fios do meu cabelo que escapam do coque despretensioso que fiz, e nessa confusão de sentimentos, deixo minha mente vagar pelas lembranças.

Ah, lembranças...

Como foi bom sentir suas mãos macias e firmes em mim, seus olhos famintos de desejo me devorando como se não tivesse fim. Amo pensar nas possibilidades que tenho quando estou com ele. É como se o mundo ao nosso redor desaparecesse e tudo o que importasse fosse aquele momento.

Vago meu olhar pelas nivelas do barco que balança suavemente sobre as ondas calmas enquanto deixo minha mente me levar. Meus olhos se voltam para o meu par de olhos preferidos — aqueles olhos cinzentos concentrados em amarrar as cordas da nivela do barco. A forma como ele se move é hipnotizante; há uma elegância natural em cada gesto seu.

— Você já está acostumado com isso? — pergunto, fazendo-o erguer o olhar para mim junto a um sorriso que ilumina seu rosto. Ah, esse sorriso! É como um raio de sol em um dia nublado.

— Vamos dizer que sim, Sra. Dumont.

Levanto-me do grande sofá fofo que parece ter sido feito para me acolher e caminho levemente até ele; o mar estava calmo e perfeito, refletindo a luz do sol como um espelho infinito. O som das ondas batendo suavemente contra o casco do barco é quase hipnótico.

— Quantas vezes já pilotou? — indago com curiosidade genuína.

— Umas cinco vezes apenas. Darwin me ensinou sobre isso quando éramos um pouco mais jovens.

— Parece ter mais experiência — digo, observando cada movimento dele com atenção.

— Você acha?

Assento com um sim, desviando minha atenção para o horizonte onde as águas se encontram com o céu azul. A vastidão do mar é ao mesmo tempo intimidante e libertadora; sinto como se estivesse flutuando entre duas realidades.

𝗠𝘆 𝗱𝗲𝗺𝗼𝗻𝗶𝗰 𝗺𝗼𝗯𝘀𝘁𝗲𝗿Onde histórias criam vida. Descubra agora