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Como fui insensível e infantil ao ir embora daquela maneira na ópera! Minha cabeça estava quente, como se um incêndio tivesse se alastrado dentro de mim, e não consegui raciocinar sobre o que estava fazendo com uma irmã

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Como fui insensível e infantil ao ir embora daquela maneira na ópera! Minha cabeça estava quente, como se um incêndio tivesse se alastrado dentro de mim, e não consegui raciocinar sobre o que estava fazendo com uma irmã. Ele tinha uma irmãzinha que eu não sabia que era aquela na foto, e a revelação me atingiu como um soco no estômago.

Posso aceitar que o que fiz foi ridículo, mas a raiva pulsava dentro de mim, tão intensa que não conseguia ouvir mais nada do que ele tinha a me dizer. Agora, consigo ver claramente: foi um erro colossal. A culpa me aperta o peito como um peso insuportável, e sinto-me como uma tremenda egoísta.

Chamo mais uma vez Demon para se levantar, mas é inútil; ele parece tão perdido em sua dor. Seu jeito está estranho, quase vulnerável, mas o cheiro do álcool já havia sumido, pelo menos um pouco. A luz suave do quarto ilumina seu rosto pálido, destacando as sombras sob seus olhos.

— Minha cabeça está doendo demais; não estou conseguindo ficar em pé direito — ele reclama, murmurando apenas para mim. Sua voz é quase um sussurro, carregada de fragilidade.

— Onde está o remédio? Vou buscar para você, mas não é para você dormir — respondo com firmeza, tentando esconder a preocupação que começa a brotar dentro de mim.

— Eu não faço ideia de onde está, mas fala com a Maria. Ela vai pegar no meu escritório; lá tem um pacote — diz ele, com um esforço visível.

Olho para ele por um momento, encarando sua expressão de dor. O desejo de ajudá-lo se mistura à hesitação: deveria dizer que a Maria já foi embora a essas horas? Mas não quero incomodar mais. O peso da situação me envolve como um manto pesado.

Caminho em direção à porta e olho para trás novamente, vendo seu rosto marcado pela dor e seu corpo exausto caído sobre a cama. O coração aperta ao ver alguém tão forte em momentos de fraqueza.

Vamos lá! Se ele disse que está no escritório, eu mesma posso pegar; não há problema nisso. A determinação cresce dentro de mim enquanto me movo pelo corredor longo e escuro. As paredes parecem quase fechadas ao meu redor; cada passo ecoa como um lembrete do quão distante estou na noite da ópera.

Por que uma casa tão grande assim é um labirinto? Cada corredor parece interminável, e o custo emocional de chegar àquele escritório é maior do que eu esperava.

Finalmente chego à porta do escritório e abro-a com cuidado, fazendo questão de não fazer barulho.

Entro e fecho a porta atrás de mim com um clique suave. A sala é pequena e aconchegante; a luz suave da lâmpada cria um tom branco amarelado que ilumina os objetos ao meu redor. O cheiro de livros antigos invade minhas narinas enquanto caminho até a mesa dele.

𝗠𝘆 𝗱𝗲𝗺𝗼𝗻𝗶𝗰 𝗺𝗼𝗯𝘀𝘁𝗲𝗿Onde histórias criam vida. Descubra agora