➸chapters; El Diablo

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Na minha mulher,
ninguém toca!
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Escrita bastante pesada para alguns leitores, leiam com moderação 🤭

Acreditem, eu jamais esquecerei aquela imagem que me atormenta: ela, tão indefesa, com uma dor imensa estampada em seu rosto, cada contusão e cicatriz contavam uma história que eu gostaria de esquecer

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Acreditem, eu jamais esquecerei aquela imagem que me atormenta: ela, tão indefesa, com uma dor imensa estampada em seu rosto, cada contusão e cicatriz contavam uma história que eu gostaria de esquecer.

Ver sua beleza distorcida pela dor me quebrava de dentro para fora. Aquelas marcas não eram apenas físicas e eu sabia disso.

Ouvir dela que aquilo tudo foi uma escolha dela me encheu de frustração e raiva. Como ela poderia estar pagando por algo que não fez? Porra! A injustiça me consumia, e cada segundo que passava apenas aumentava o meu ódio. Já fiz escolhas erradas na vida, mas nunca imaginei que isso se repetiria com alguém tão pura quanto ela.

A raiva fervia em minhas veias, um fogo incontrolável que ansiava por vingança. Sabia que a pessoa que tentou machucar minha rainha iria arder no fogo do inferno, pagaria por tudo e se fosse necessário, eu queimaria até os ossos daquele filho da puta com minhas próprias mãos. A ideia de justiça se tornava cada vez mais incontrolável.

Desencosto da mesa fria de metal e ouço os passos dos saltos ecoarem no corredor da capela, um som agudo que ressoava como um prenúncio do que estava por vir. Leona estava ali, acompanhada por Darwin e três soldados imponentes.

O ar ao meu redor parecia denso enquanto minha atenção se fixava nela. Mesmo machucada, sua beleza era hipnotizante; seus cabelos quase brancos caíam como ondas suaves sobre seus ombros, e sua presença irradiava uma força inexplicável.

Quando ela entrou em meu campo de visão, a necessidade de protegê-la se intensificou. Envolvi meus braços ao redor dela como se fosse a única coisa capaz de mantê-la segura neste mundo cruel. Deposito um beijo suave em sua testa me trazendo um alívio momentâneo; como era bom tê-la novamente aqui comigo.

— Você está melhor, mi amor? — perguntei, minha voz baixa com preocupação.

Ela sorriu levemente, mas a dor ainda estava presente em seus olhos.

— Vou ficar bem. Maria me deu antibióticos.

— Antibióticos? — perguntei, erguendo seu queixo com delicadeza e franzindo o cenho ao ver a preocupação em seu olhar.

— Sim, meu abdômen dói ainda à medida em que eu respiro — respondeu ela, a fraqueza em sua voz cortando meu coração.

A fúria dentro de mim fervia ao pensar no desgraçado que causou isso.

— Esse desgraçado vai pagar pelo que fez a você, meu amor. Você verá — declarei com firmeza, um tom sombrio tomando conta das minhas palavras.

— Estou louca para isso acontecer — disse ela, seu sorriso torto refletindo um desejo compartilhado por vingança.

𝗠𝘆 𝗱𝗲𝗺𝗼𝗻𝗶𝗰 𝗺𝗼𝗯𝘀𝘁𝗲𝗿Onde histórias criam vida. Descubra agora