- Satisfeitos? Todos vocês?
indagou Katherinne limpando suas lágrimas.- Eu é que te pergunto, menina insolente. Foi essa a educação que eu e sua mãe lhe demos? Foi assim que te criamos?
retrucou Ernest claramente alterado, e com tamanha decepção em sua voz.- Vocês me humilharam na frente de todos, acreditaram nas mentiras do Augustus, me bateram...
continuou reclamando Katherinne.- Você nos envergonhou! Cuspiu no prato de quem nos recebeu com tanto carinho, foi rude e...
Enquanto Leila falava, Katherinne a interrompeu gritando:
- Chega desse discurso mamãe! Vocês é que me envergonham!
Levantando Ernest a mão para mais uma vez acertá-la no rosto de sua filha, exclamou Delilah:
- Ernest pare! Por favor, eu não aguento mais essa briga. Por favor, parem...
implorou Delilah enquanto procurava ar para respirar.- Venha meu amor, vamos ào escritório, você não pode passar mais estresses.
levantou-se Edmund e dando sua mão de apoio, levantou Delilah da poltrona.- Eu é que não vou mais apanhar de você papai, e nem de ninguém. Não preciso ficar aqui escutando mais nada, de ninguém.
disse Katherinne ousadamente.- Eu não lhe permiti que saísse, Katherinne. Ordeno que volte.
disse eu já sem muita paciência pra toda aquela birra e má criação.- Você não é a minha mãe, portanto não manda em mim...
A interrompi com um tapa que jamais pensei que daria em alguém, ainda mais em uma criança.
- Eu sou a dona dessa casa e enquanto você estiver aqui, me obedecerá! Sente-se!
respondi de maneira curta e grossa, e com a mão em seu rosto vermelho e inchado, Katherinne se sentou.-Eu não sei onde errei...não sei onde ou em que momento perdi a minha filha pra essa completa estranha.
falava Leila alternando a sua voz entre choro e palavras.- Não é culpa sua, minha cunhada. Não se culpe. Katherinne não é mais uma criança.
disse Charles tentando acalmá-la.E por um momento, não houve discussão ou vozes gritando. Ouvia-se apenas o choro de uma mãe inconsolável, e um pai atordoado com a terrível verdade que havia sido revelada.
E naquele instante, Eleanor adentrou o salão trazendo chá de camomila para que acalmássemos os ânimos, em específico Delilah devido à sua condição.
- Leve um pouco de chá para o meu escritório, Eleanor. Delilah e Edmund estão lá e precisam mais do que nunca desse chá.
disse Charles.- Sim senhor.
respondeu Eleanor.Com todas aquelas declarações e atitudes que pude presenciar no salão, automaticamente me levantei e retirei-me ào escritório.
- Lydia minha irmã, parece tudo um pesadelo.
disse Delilah com um semblante perdido, enquanto Eleanor servia o seu chá.- Minha querida cunhada, desculpe tirar Delilah daquela maneira do meio de vocês, foi tudo muito perturbador e nas condições da minha esposa, preciso cuidar da minha família.
explicou Edmund.- Está tudo bem, eu entendo! - respondi - eu estava sentada lá e agora estou aqui e daqui não sei para onde vou, me sinto perdida com tanta informação. Minha sobrinha foi capaz de tamanhas atrocidades com a minha filha por causa de uma paixão platônica não correspondida pelo meu marido, o que era pra ser diversão em família se tornou esse pesadelo que eu não consigo administrar; agora tenho uma filha traumatizada, um marido sob grande estresse causado por uma garota que se diz ser mulher, uma irmã totalmente desolada e seu marido completamente abalado, tenho uma irmã grávida que precisa de paz e tranquilidade e tudo o que tivemos essa manhã foi briga, discussões, gritaria e muito desrespeito...tudo muito difícil Delilah, eu preciso fazer alguma coisa mas tudo o que consigo pensar é exatamente em nada, a minha mente não consegue produzir uma solução e o meu coração não dispara mais, ele está calmo e tenho medo disso.
desabafei tentando entender o porquê de eu não estar chorando mesmo chocada.
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Madeleine
Ficción históricaInspirada em uma história real, esta obra traz consigo a breve história de Madeleine, que era apenas uma criança quando foi brutalmente assassinada, o que culminou em eventos trágicos, marcando para sempre a família Montgomery.