Sim, Fushiguro estava evitando S/n de todas as formas. Seja chegando cedo no trabalho, comendo em uma salazinha nos fundos da loja ou indo para casa depois do expediente dela. Obviamente comentou com Aiko do ocorrido naquela noite e pediu para que a mesma ficasse calada se fosse questionada sobre.
Ele estava exausto e ainda permanecia frustrado, tentava se ocupar de diversas formas mas sua mente só sabia formular cenários em que S/n ainda amava o ex e que pudesse voltar para ele a qualquer momento. Ela não seria tão boba assim ou seria?
Sem prestar muita atenção no que fazia, acabou cortando a mão com o estilete que usava para abrir algumas encomendas que chegaram. Resmungando, pegou um pouco de álcool para desinfetar e fazer um simples curativo.
— Que idiota que eu sou.
Ouviu seu celular tocar ao lado da sua mochila e quando viu, soltou um suspiro fraco, era seu pai. Atendeu e esperou que o mesmo falasse tudo que queria, surpreendeu-se com um convite para irem a um bar beberem e conversarem. Fazia um bom tempo que não tinha um momento entre pai e filho, deu de ombro como se o mais velho pudesse vê-lo e concordou. Ao desligar, guardou suas coisas, olhou em sua agenda qual seria o primeiro cliente na segunda-feira e desligou todas as luzes para ir embora.
Optou por descer pelas escadas e ao passar pela portaria, colocou seus fones de ouvido para se desligar do mundo. Megumi sentia a ausência de S/n, mas queria dar o espaço que fosse para que a mesma pudesse se sentir bem.
O caminho até o local de encontro foi tranquilo, ficou pensando se não estava sendo extremo demais ou como poderia reverter a situação sem parecer um desesperado. Talvez conversando sobre o que vinha incomodando ele com Satoru pudesse de alguma forma ajudá-lo.
Entrando no estabelecimento, a garçonete apontou para uma mesa ocupada por um homem de fios esbranquiçados e um óculos de sol, se aproximou puxando a cadeira e dando um breve cumprimento.
— Você esta com uma cara péssima.
— Tem umas coisas me incomodando — Pediu a atendente que trouxesse um sake e alguns onigiris.
— Se quiser abrir o bico, posso tentar ajuda-lo em algo, envolve mulher?
Revirou os olhos sabendo que ele seria direto nesse assunto, Gojo já faz um tempo que esta querendo apresenta-lo algumas amigas e implorando para que o mesmo tenha uma vida social mais ativa. E quando falo de vida social, na verdade ele quer que Megumi namore ou saia transando com qualquer uma.
— Sim, envolve uma mulher.
— Ótimo, isso faz parte dos assuntos que eu mais domino — Abriu um sorriso convincente e bebeu sua cerveja — Comece.
— É uma amiga da Aiko, o nome dela é S/n. Faz um tempo que venho a observando e descobrindo pequenas coisas sobre ela, namorava a quatro anos, estava noiva... Mas o cara a traiu e pelo que a melhor amiga disse, ele não tinha a aprovação de ninguém.
— Um relacionamento tóxico? — Fez uma careta — Essas são as piores.
— Pode-se dizer que sim, estava apaixonada, não podemos julga-la por conta disso. E esses caras sabem perfeitamente serem convincentes, dizem as mais belas declarações e nas suas costas aprontam todas.
— Concordo — Observaram a atendente colocar a bebida do moreno na mesa e ele começar a se servir. Deu um gole antes de continuar — Não vai ficar bêbado.
— Não banque o pai protetor — Viu o Gojo revirar os olhos novamente — Enfim, criei interesse, achei que ela terminando o relacionamento... Eu poderia me aproximar aos poucos, sabe? Fui ingênuo em acreditar que a mesma já tinha superado.
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𝐂𝐚𝐧 𝐈 𝐁𝐞 𝐇𝐢𝐦 | 𝐌𝐄𝐆𝐔𝐌𝐈 𝐅𝐔𝐒𝐇𝐈𝐆𝐔𝐑𝐎
Fanfiction𝑬𝒖 𝒑𝒐𝒅𝒆𝒓𝒊𝒂 𝒔𝒆𝒓 𝒂𝒒𝒖𝒆𝒍𝒆 𝒅𝒆 𝒒𝒖𝒆𝒎 𝒗𝒐𝒄𝒆̂ 𝒇𝒂𝒍𝒂 𝒆𝒎 𝒕𝒐𝒅𝒂𝒔 𝒂𝒔 𝒔𝒖𝒂𝒔 𝒉𝒊𝒔𝒕𝒐́𝒓𝒊𝒂𝒔? 𝑬𝒖 𝒑𝒐𝒔𝒔𝒐 𝒔𝒆𝒓 𝒆𝒍𝒆? 𝑬𝒖 𝒐𝒖𝒗𝒊 𝒒𝒖𝒆 𝒕𝒊𝒏𝒉𝒂 𝒂𝒍𝒈𝒖𝒆́𝒎, 𝒎𝒂𝒔 𝒆𝒖 𝒔𝒆𝒊 𝒒𝒖𝒆 𝒆𝒍𝒆 𝒏𝒂̃𝒐 𝒕𝒆 �...