Megumi levou S/n para casa de moto, foi a primeira vez da garota na garupa de uma e a primeira vez que Megumi levou uma mulher com ele de forma tão íntima. Quando ela envolveu seus braços na cintura dele, sentiu um arrepio percorrer por todo o seu corpo mas ao mesmo tempo uma felicidade. Talvez o jogo não estivesse perdido como pensava, talvez ele ainda tinha uma pequena chances ou melhor... talvez ele tenha fechado os olhos para a realidade que o cercava.
Chegaram na casa da mesma em poucos minutos, o trânsito não estava lento e isso fez com que Fushiguro se frustrasse um pouco. Porém, o moreno foi surpreendido quando S/n o convidou para que entrasse em sua casa. Não havia segundas intenções na mente dela, bem, não mesmo, pois tudo que ela pensava era que estava prestes a cair novamente no abismo que é a sua vida e não queria estar sozinha para enfrenta-lo. Megumi a olhou nos olhos e como se entendesse o recado, estacionou sua moto em um lugar seguro e guardou a chave no bolso.
Caminharam pela sala que estava escura e se sentaram no sofá após acender uma das luzes. Megumi conferiu a hora e viu que ainda era 18:30, mas não chegaria a tempo de jantar com o pai, então resolveu avisa-lo.
— Você já se sentiu perdido, Fushiguro? — S/n puxou todo o ar para os seus pulmões e logo soltou — Eu tive um dia tão maravilhoso com você e aqueles animaizinhos, mas agora que estou em casa, é como se todos os problemas voltassem tão fortes.
— Não tem como fugirmos para sempre — Suspirou pesado — O que te aflige?
— Tudo — Soltou uma risada fraca — Me sinto estagnada no trabalho apesar de gostar, sinto que machuquei tantas pessoas que mesmo pendido perdão... parece não ser o suficiente. Toda noite, quando deito minha cabeça no travesseiro, parece que uma solidão me abraça e diz que não mereço a felicidade.
— Não diga bobagens, todos nós merecemos ser felizes. Você tem pais que te amam, mesmo que não sejam biológicos, ainda sim foi acolhida por duas pessoas que cuidaram e a protegeram — O moreno a encarou firme fazendo com que ela prestasse total atenção em suas palavras — e daí se aquele idiota fez o que podia para te machucar? A Aiko não permaneceu na sua vida apesar de tudo?
— S-Sim... — Olhou para o chão e deu um sorriso de lado — Ela sempre esteve...
— Porque isso é ser uma amiga! Eu entendo que algumas amizades não tem culpa das nossas escolhas, mas ainda sim mesmo depois de uma conversa e um pedido de perdão se eles optarem por ir embora, deixe os ir. Você pode ter perdido umas vinte amizades durante o percurso, mas olha para aquela que permaneceu correndo ao seu lado, ela não é o suficiente?
— Ela é mais que suficiente — Megumi limpou uma lágrima que escorreu do rosto da mulher e a puxou para um abraço.
— Pare de querer carregar o peso do mundo nas costas. Nós erramos e está bem, aprendemos dessa forma. Você ter se apaixonado pelo cara errado não foi sua culpa, é um aprendizado.
S/n apoiou seu rosto no peito do moreno enquanto ele acariciava seus fios de cabelo com uma expressão de dor. Se ele pudesse, carregaria toda aquela mágoa que ela tinha dentro de si pois odiava ver quem amava sofrer.
Megumi tinha uma péssima mania de querer bancar o salvador e ele aprendeu isso do seu pai, Satoru, que sempre foi usado pelas pessoas até um dia ser deixado para morrer enfrente a porta de sua casa depois de ter bebido e brigado em uma boate. Depois desse acontecimento, o mais novo prometeu a si mesmo que ajudaria Gojo a seguir enfrente e nunca mais se humilhar por aqueles que usavam do seu dinheiro e fama para se beneficiarem na vida.
— Você acha que o amor é uma escolha? — A mulher em seus braços murmurou contra o seu peito sentindo-se acolhida.
— Não sei, você escolheu amar aquele babaca? — Recebeu uma negativa como resposta e logo deu uma risada fraca — Então não é. Porém, é uma escolha permanecermos sofrendo ou irmos embora. Por mais que doa no inicia, vai por mim, ela vai diminuir dia após dia, só não tenha pressa.
Megumi aos poucos raciocinava o que havia acabado de dizer. O amor seria realmente uma escolha? Bem, se eu sei que uma pessoa é extremamente babaca e com alta chance de me magoar... porque eu me envolveria? Entretanto, algo nela pode me chamar a atenção e me atrair... isso era tão complicado que ele nem ao menos sabia decifrar. Se tivesse tido a escolha de se apaixonar por S/n, talvez rejeitasse o sentimento, até porque nunca foi de seu fetiche envolver-se com mulheres que já tivesse alguém ocupando o espaço de amor da sua vida.
— Fushiguro? — A mesma tocava seu rosto chamando sua atenção enquanto seu rosto estava próximo até demais, fazendo ele se questionar em que momento ela tomou essa atitude.
— S/n?
— Você realmente está apaixonado por mim?
Aquele olhar brilhante e curioso fazia ele sentir um arrepio por todo o corpo, sem saber como reagir. Se ele pudesse, a pegaria em seus braços e faria daquela noite inesquecível para ambos. Mas precisava ser cauteloso, então apenas assentiu.
— Eu te falei hoje mais cedo, não falei? — Coçou a bochecha com o indicador enquanto sentia esquentar o ambiente.
— Parece loucura o que irei lhe pedir nesse momento — Puxou todo ar para os seus pulmões e logo soltou — Mas me faça sentir o que é ser amada de verdade.
Surpreso ele a encarava a procura de alguma pegadinha, mas não havia indício algum de que ela recuaria. Parecia que a vida estava abrindo caminho para ele de uma maneira tão fácil que era de suspeitar. Levou a mão em direção a ela, acariciando seu rosto e a mesma apoiou em conforto.
— Não quero me aproveitar da sua vulnerabilidade.
— Aquela hora... Você iria me beijar, não é? — Abriu um sorriso — O que mudou?
As palavras dela não eram duras, Megumi se fosse um verdadeiro cretino, já teria se aproveitado dessa fraqueza dela a muito tempo, mas tudo que andou fazendo foi pensando em não magoa-la mais do que já esta. Entretanto, a mesma esta bem na sua frente permitindo ter seus lábios tocados por ele e a garganta do mais alto parece ressecar a cada segundo que passa.
Se aproximando dela, ele desenhou os lábios da mesma com o polegar e pode sentir a respiração dela intensificar. Desceu o olhar até o pescoço da mesma e se atreveu a beija-lo, ouvindo um suspiro surpreso mas ao mesmo tempo de aprovação. Continuou a beijar a região subindo até o rosto da mesma, eles ficaram a poucos centímetros de quebrar o contato, aproveitando aquela aproximação gostosa e sentindo cada emoção, cada adrenalina que o corpo de ambos percorriam em desejo.
S/n estava sentindo ansiedade, os lábios de Megumi pareciam atraí-la e tudo que sua mente formulava era "beije-o". Envolveu seus braços no pescoço dele e sentiu quando Megumi tocou em sua cintura com aquelas mãos firmes e ao mesmo tempo respeitosas.
O beijo deles foi tão bem encaixado e com gosto de conexão. Era como se já tivessem feito isso outras vezes e soubessem perfeitamente como conduzirem o parceiro. Megumi subiu suas mãos dedilhando as costas da mulher em seus braços, entrelaçou sua mão nos fios de cabelo dela e aprofundou o beijo, S/n, por sua vez, suspirou em aprovação. A língua de Megumi entrelaçava com a dela em um ritmo lento e ao mesmo tempo sincronizado.
Deitando-a sobre o sofá, Fushiguro ficou por cima de S/n e uniram suas mãos. Quebraram o contato com os rostos ruborizados e respirações ofegantes, ele queria mais, então novamente voltou a beijá-la como se fosse a última vez que a teria em seus braços e ela o retribuiu. Desejando a todos os deuses que fosse ele quem a tomasse para ser sua Afrodite.
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Capítulo não revisado... Mas acho que ficou bom hehe