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Abro a porta de casa com dificuldade carregando duas malas grandes, minha bolsa e uma mochila de criança pendurada no ombro.
É tão bom voltar para casa depois de uma longa viagem...
Ponho tudo no canto do hall de entrada deixando para guardar tudo mais tarde.
- Meu amor, retire os sapatos. - peço ao meu filho e ele me obedece imediatamente.
- Mamãe... eu vou ver meu papai hoje? - perguntou concentrado desfazendo o laço do calçado. - Tô com saudade dele.
- Você quer vê-lo hoje? Acabamos de chegar de uma viagem cansativa, não prefere deixar para amanhã?
- Não, mamãe. - disse formando um beicinho com os lábios com os olhos brilhantes igual do gato de botas.
Certamente ele sabe que eu não resisto a essa carinha.
- Ok... maaas, primeiramente, vamos retirar esses roupas sujas e tomar um banho. - ele concorda silenciosamente.
Antes de irmos até o quarto dele, abro minha bolsa pegando meu celular e mando mensagem para o pai do meu filho.
"Boa tarde, Namjoon"
"Acabamos de chegar do aeroporto e seu filho está querendo ver você."
"Está na sua casa? Se estiver... eu posso deixar ele aí?"
- Pode me levar no colo? - Hoon pediu de modo educado o que me fez sorrir ladino.
- Vem amor. - estendo as duas mãos e ele pula em meus braços. - Meu bebê tá crescendo tão rápido... - resmunguei deixando um selar em seus fios castanhos e liso.
- Não sou mais bebê mãe... já tenho seis anos. - ele diz apressado me corrigindo e seguro a risada por causa de sua voz infantil.
Posso com isso?
Caminho até o quartinho dele fazendo cócegas na barriga do garoto, sua risada preenchia todo o ambiente do lugar.
- Ma...mãe hahaha... eu vou fazer pipi na calça... hahaha.
- Pelo amor... naaao. - paro com as cosquinhas rindo junto dele.
Dou um banho demorado nele, pois passamos horas dentro de um avião, terminamos e ele mesmo quis escolher sua roupinha.
Voltamos para sala, o garoto se joga no sofá segurando seu boneco favorito nas mãos, abro as enormes janelas da sala para que a luz da tarde iluminasse o ambiente. A vista de Seoul surge em minha visão fazendo-me sorrir fraco, foram apenas quinze dias fora e eu já sentia falta disso.
Desbloqueio meu telefone e aperto na última notificação de mensagem.