McCarthy desviou o olhar de Felicity e começou a tirar seu coldre na cintura.
— Trabalhando. — Disse curto, andando em direção ao quarto e ela o seguiu.
— E por que não atendeu as minhas ligações? Não respondeu às minhas mensagens! — Ela entrou no quarto dele e bufou cruzando os braços novamente.
— Meu celular quebrou, eu não vi. — McCarthy pegou o coldre e jogou na mesa de seu quarto.
— E se fosse uma emergência? E se eu fosse sequestrada? E se...
— "E se" que você tem treinamento o suficiente para uma suposta emergência, e para um suposto sequestro. Você sabe o que fazer em situações como essa! — Sua voz saiu impaciente e cansada enquanto ele retirava sua roupa suja.
McCarthy ignorou as palavras de Felicity e continuou a se despir, jogando suas roupas no cesto de roupa suja. Ele sentia o peso do dia em seus ombros, a exaustão o consumia.
Felicity observou-o por um momento, o rosto tenso com preocupação e irritação. Ela então deu um passo em direção a ele, sua voz suavizando um pouco.
— McCarthy, eu sei que você tem um trabalho difícil. Mas também sei que você não pode se fechar assim. Precisamos um do outro.
Ao ouvir tais palavras, ele não conseguiu segurar a risada, casada, aquela frase soou engraçada para McCarthy. Ele não acreditou no que ouviu.
Preciso apenas da sua boceta que nem isso vem me satisfazendo mais, e que você me encobre se caso eu precisar matar alguém. Mas nada, e se for preciso, eu como a sua amiga da perícia, eu não preciso de você e nunca vou precisar! — Pensou enquanto ria.
— Do que está rindo McCarthy? Não vejo nada engraçado aqui.
McCarthy virou-se para Felicity, ainda com um sorriso cínico nos lábios, e respondeu com frieza:
— Estou rindo da ironia da situação, Felicity. Você fala sobre precisaremos um do outro, mas a verdade é que você só está aqui porque é conveniente para você! — Ele apenas a olhou com desdém, enquanto tirava as calças.
— O quê? Conveniente para mim? Não fale bobagens Giovanni...
— NÃO ME CHAME DE GIOVANNI!! — Elevou a voz apontando o seu indicador no rosto de Felicity. — É MCCARTHY!
Felicity ficou surpresa com a reação explosiva de McCarthy. Ela deu um passo para trás, claramente magoada e confusa.
— McCarthy, eu só queria saber o que aconteceu pelo seu sumiço. — McCarthy jogou as roupas sujas no cesto, e ficou apenas de cueca pegando uma toalha em seguida colocando em cima do ombro. — Você literalmente desapareceu nas vinte e duas horas, literalmente quase um dia! Fiquei preocupada...
— Eu já não disse que eu estava na porra do trabalho?
— Disse mas...
— Também não falei que a merda do meu celular quebrou? — Disse seco e um pouco alterado.
— Sim...
— Então por que caralho você tá me cobrando?
Felicity sentiu o calor da raiva subindo pelo seu corpo. Ela nunca havia visto McCarthy tão rude e insensível antes. Ela respirou fundo, tentando manter a calma.
— McCarthy, eu só estou tentando entender. Eu me preocupo com você. Você parece tão distante ultimamente, como se estivesse em outro mundo. Me conta o que aconteceu!
McCarthy bufou, parecendo ainda mais irritado com a persistência de Felicity.
— Você não entende, não é? Você nunca entende. Este trabalho, esta cidade, tudo isso é um inferno. Eu não tenho tempo para lidar com suas preocupações agora. E não vai adiantar nada eu falar o que aconteceu para você porque você, não vai resolver porra nenhuma!
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Sombras da Prisão
HorrorGiovanni McCarthy Sargento das forças tática sombrio e perigoso. Foi designado para ser agente penitenciário, para lidar com um detento ardiloso. A história segue sua jornada por uma prisão de segurança máxima enquanto ele luta contra seus próprios...
