Killing in the Name

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[...] Nathan apertou firmemente a arma em sua mão e abriu um sorriso de ponta a ponta, com seus olhos surgindo um brilho maléfico. A adrenalina subia pelo corpo de todos ali, Nathan mordeu o lábio, sentindo os sangue em suas veias correr por todos os lados.

McCarthy o encarou sentindo que aquele era o momento certo para finalmente, todos ali — até mesmo Nathan — descobrir que é de fato, o Sargento McCarthy.

McCarthy ficou imóvel por um instante, analisando a situação. Os olhos de Nathan estavam fixos nele, a arma apontada com firmeza. A tensão no ar era palpável, e McCarthy sentia a adrenalina misturada com algo mais, algo profundo, pulsando dentro dele. Sua mente corria a mil, calculando cada movimento, cada palavra.

— Nathan... — McCarthy começou, com uma voz controlada. — Não precisa ser assim. Larga a arma, e a gente resolve isso sem ninguém sair ferido.

Nathan sorriu, um sorriso distorcido, enquanto mantinha o dedo no gatilho.

— Sem ninguém sair ferido? — ele zombou, olhando de McCarthy para Isabel, e depois para os policiais ao redor. — Você acha que eu sou idiota, McCarthy? Todos vocês querem me ver morto! Mas, adivinha só? Eu não vou sair daqui tão fácil assim.

McCarthy deu um passo à frente, calculado, tentando manter o controle. Ele sabia que Nathan estava gostando de toda aquela tensão, da sensação de poder. Mas McCarthy também estava, e o fato de Nathan segurar a arma, ameaçando-o, fazia o sangue correr mais rápido em suas veias.

— Nathan, ouça — McCarthy disse, com uma calma perturbadora. — Eu te entendo. Mais do que você imagina. Acha que sou como os outros? Eu sei como você pensa... sei o que está sentindo agora. A sensação de estar no controle, de poder fazer qualquer coisa...

Nathan arqueou uma sobrancelha, intrigado, mas sem baixar a guarda.

— Continue, McCarthy — ele disse, gesticulando com a arma. — Me diga mais sobre o que você acha que sabe.

McCarthy avançou mais um passo, agora próximo o bastante para sentir o cheiro metálico da tensão no ar. Ele estava jogando, testando os limites de Nathan, enquanto a adrenalina se misturava a uma excitação sombria.

— Eu sei que você não quer ser controlado. Você gosta do caos, da adrenalina... mas precisa mostrar quem manda, certo? — McCarthy disse, o olhar penetrante em Nathan, como se tentasse entrar em sua mente.

Nathan riu, um som seco e cruel. Seus olhos brilharam com malícia enquanto ele apertava a arma com mais força.

— Isso é tudo que você tem, McCarthy? Palavras doces? — Antes que McCarthy pudesse reagir, Nathan virou a arma rapidamente e atirou no peito de um dos policiais próximos. O som do tiro ecoou pelos corredores, e o policial caiu, o sangue se espalhando pelo chão.

Isabel gritou em choque, mas McCarthy apenas olhou para o corpo sem piscar, o coração acelerando mais pela excitação do que pelo perigo.

— Sabe o que é engraçado? — Nathan disse, virando-se para Isabel. — Vocês todos se acham tão superiores. Mas, no fundo, são iguais a mim. — Ele apontou a arma para Isabel, e sem hesitar, disparou. O tiro acertou o ombro dela, e Isabel caiu no chão, segurando o local enquanto o sangue manchava sua blusa.

— Isabel! — McCarthy gritou, seu tom um pouco mais carregado de emoção, mas com um toque de controle que ele sabia que Nathan perceberia.

Nathan olhou para ele, como um predador analisando sua presa, e então deu um passo em direção a Isabel, agarrando-a pelo cabelo e puxando-a para perto.

— Você gosta dela, McCarthy? — Nathan sussurrou, com os olhos brilhando de excitação. — Não esperava que você gostasse de mulheres mais velhas. Talvez as mais novas, na mesma faixa etária de idade que a minha. Agora mulheres mais velhas, essa me surpreendeu. O que acha mais atraente nela? Os óculos? O jaleco? Os peitos? A bunda? Você tem cara de quem gosta de bunda, gosta de comer cu, estou errado? Imaginou fodendo ela na sala dela, enquanto ela gemia seu nome em seu ouvido? Claro que imaginou, ela tem cara de puta reprimida.

Sombras da PrisãoOnde histórias criam vida. Descubra agora