Na manhã seguinte, McCarthy acordou com uma sensação de abstinência percorrendo seu corpo. O efeito do ecstasy havia passado, deixando-o com uma sensação de vazio e irritação. Ele se levantou da cama com um mau-humor palpável, sentindo seu corpo pesado como se estivesse treinado o dia inteiro. Resmunando de dor, ele se dirigiu ao banheiro para fazer o seu ritual de higiene do dia, McCarthy olhou para o reflexo cansado no espelho enquanto escovava os dentes. Seus olhos estavam injetados de vermelho e sua pele parecia pálida e sem vida. Sua mente estava vazia, e era aquela sensação que ele buscava após o uso de MDMA, a sensação de não estar pensando em nada, mesmo que seu corpo e aparência estivesse péssima, ele gostava da sensação de estar completamente vazio de qualquer tipo de pensamento. O conforto do silêncio e do vazio, era algo que Giovanni prezava e precisava. Porém, não durou muito, o som distante de seu celular ecoava em seu quarto lhe chamando atenção.
Com passos um pouco lentos, e a sensação de estar tonto devido à abstinência o fez caminhar um pouco cambaleando para os lados. O aparelho tocava sem parar, causando dor de cabeça em McCarthy. Aflito, ele pegou o celular em mãos e olhou o nome de quem estaria o ligando em plena 5:24 da manhã. Um número desconhecido por Giovanni brilhava, ele não fazia ideia de quem poderia ser. Um pouco relutante, ele decidiu atender.
- Alô?
- McCarthy! Sou Vladimir...
A testa do policial se franziu, ele não se lembrava de ter passado seu número ao seu superior, e nem passaria, jamais ele gostaria de ter contato com Clarke fora do ambiente de trabalho.
O que esse porco nojento quer? - Pensou repudiando qualquer coisa que lembrasse de Clarke.
Respirando fundo, Giovanni respondeu:
- Bom dia, major. Aconteceu algo?
- Sim. Consegue vir mais cedo para conversarmos?
Giovanni hesitou por um momento. Ele não estava exatamente ansioso para se envolver em qualquer interação com Clarke, especialmente não tão cedo pela manhã e com ressaca. No entanto, como um policial dedicado, ele reconheceu a importância de atender ao pedido do seu superior.
- Claro, major. Posso estar aí em meia hora.
- Ótimo. Estarei te esperando no meu escritório.
Vladimir desligou antes que McCarthy pudesse responder. Ele suspirou, resignado com a situação. Não era como se pudesse evitar isso de qualquer forma. Mas uma dúvida surgiu na mente de McCarthy: o que poderia ter acontecido? Pelo tom de Clarke não parecia ser algo serio, mas também não parecia que fosse algo fútil como ele. (Era assim que McCarthy pensava de seu superior.), Sentindo-se ainda com um pouco de mal-estar, ele decide apenas se arrumar e no caminho compraria algo para se fortalecer no dia.
Rapidamente McCarthy se arrumou vestindo seu uniforme, e se foi em direção à garagem da casa, entrou no carro, e saiu logo em direção ao presídio. Enquanto ele dirigia ele tentava imaginar o que poderia ter acontecido, mas de uma coisa ele tinha certeza, Nathan estava envolvido.
O que esse bostinha aprontou hein? - Pensou enquanto prestava atenção na estrada.
Enquanto dirigia em direção ao presídio, McCarthy não conseguia afastar a sensação de desconforto evidente. Ele se perguntava o que Nathan poderia ter aprontado desta vez. Conhecendo o histórico do jovem detento, não seria surpresa se estivesse envolvido em mais alguma confusão.
Matou algum policial de novo? Saiu da cela para ficar andando pelo presídio? Roubou alguma coisa? Matou algum outro rato? Ah, Nathan seu merda... - Soltou um suspiro mostrando o cansaço que persistia em ficar em seu corpo.
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Sombras da Prisão
TerrorGiovanni McCarthy Sargento das forças tática sombrio e perigoso. Foi designado para ser agente penitenciário, para lidar com um detento ardiloso. A história segue sua jornada por uma prisão de segurança máxima enquanto ele luta contra seus próprios...
