O liquido quente amargo com apenas uma pequena quantidade de açúcar descia quente pela garganta de McCarthy. Seus olhos estavam fixos, na tela do novo celular que ele havia comprado, tentando entender como funcionava aquele novo modelo tão famoso na sociedade. O aroma de café fresco entrava em suas narinas dando um certo conforto, enquanto ele aguardava ao lado de fora do hospital.
Colocando o pé direto na parede, ele colocou o seu copo de isopor em sua coxa, e pegou em seu coldre o maço de cigarros que havia comprado mais cedo. Um copo de café e cigarro, nada melhor para acalmar a sua ansiedade gritante. Havia se passado mais de 72 horas desde a overdose de Nathan, e ele ainda não havia acordado, porém, estava se recuperando, sempre reagindo com o que os médicos faziam. Deixando o celular ao lado do copo, ele acendeu o cigarro dando algumas tragadas, antes de guardar o maço novamente.
Se arrumando melhor, ele pegou o copo de café, soltou a fumaça lentamente até se dissipar totalmente no ar, e tomou um gole pequeno, e voltou a mexer no celular. Concentrado no novo aparelho, ele franziu o cenho enquanto tentava digitar o seu e-mail apenas com uma mão, quando alguém tocou em seu ombro, fazendo ele pular no lugar.
- Porra... - Giovanni se assustou e se virou para encarar quem havia o assustado.
Era um dos oficias no hospital, ele ficou com uma expressão confusa pelo susto de McCarthy.
- Sargento eu...
- Não faça mais isso, me chame, antes de encostar em mim. - McCarthy se afastou com o maxilar trancando e encarou o soldado.
- Desculpe, Sargento. - Disse abaixando o olhar.
- Fale o que quer? - Elevou o cigarro nos lábios dando uma tragada profunda.
- O Nathan ele acordou e o médico geral quer o ver.
McCarthy franziu a testa, uma mistura de alívio e preocupação passando por seu rosto. Ele apagou o cigarro no chão e jogou o copo de café no lixo próximo, antes de pegar seu celular e guardá-lo no bolso.
- Finalmente... - murmurou para si, sentindo a adrenalina tomar conta do seu corpo enquanto seguia o soldado para dentro do hospital.
Os corredores estavam movimentados, médicos e enfermeiros passando apressados de um lado para o outro. McCarthy manteve o olhar firme à frente, mas não pôde deixar de notar o burburinho ao seu redor, as conversas abafadas e os olhares curiosos direcionados a ele. Ele sabia que muitos ali estavam cientes da situação de Nathan, havia gerado uma grande fofoca. Afinal um bando de policiais em plantão durante 3 dias, para vigiar um detento, e claro que iria gerar algum tipo de conversa, aquele tipo de escolta não era muito comum para os cidadãos.
Chegaram à sala do médico geral, que estava sentado sob a mesa lendo a ficha de Nathan. McCarthy se aproximou e ficou em pé próximo à mesa dele.
- Sargento, temos novidades, o Nathan acordou. - Disse mostrando um certo alivio.
Não acredito em nenhum Deus, entidade ou coisa do tipo. Mas agora estou agradecido pelo sei lá que o fez acordar. Ter que lidar com a pressão médica esses dias pela forma que o Nathan chegou aqui foi a parte dois desse tormento. - Pensou mantendo sua expressão neutra e distante.
- E quando tempo até a alta? - A voz de McCarthy saiu levemente rouca.
- Não tenho certeza, precisamos fazer alguns exames com ele acordado, principalmente análise psicológica e também ele precisa passar em um psiquiatra. Há, lesões enormes no corpo de Nathan, que ele precisa de repouso um bom tempo, e acredito que as atividades da prisão...
- Nathan é um detento que não faz muitas atividades. - McCarthy cortou o médico na fala, mostrando estar completamente esgotado. - Preciso levá-lo de volta ao presídio, não me entenda mau doutor, quanto mais rápido for esse tratamento melhor para mim e para o senhor.
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Sombras da Prisão
HorrorGiovanni McCarthy Sargento das forças tática sombrio e perigoso. Foi designado para ser agente penitenciário, para lidar com um detento ardiloso. A história segue sua jornada por uma prisão de segurança máxima enquanto ele luta contra seus próprios...
