Iron Man

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Os olhos de McCarthy arregalaram ao ver tal cena em sua frente. Nathan tossia sem parar ainda com os dedos de Clarke em sua boca, que empurrava cada vez mais para dentro da garganta seus três primeiros dedos. Ele tentava morder a mão de Clarke, mas toda vez o major puxava mais os seus cabelos para trás na tentativa de fazer mais dor em seu couro cabelo do que o desconforto em sua laringe.

Com o rosto vermelho em ódio e prazer, Clarke retirou a mão e empurrou Nathan ao chão, que tossia freneticamente, com os olhos marejados e uma grande ânsia de vômito. McCarthy olhou para Nathan, que tentava ao máximo buscar ao menos um pouco de ar, e logo depois encarou o seu superior.

Filho da puta... Isso vai me causar problemas! — Pensou arrogantemente, olhando para Clarke, que cuspiu ao lado de Nathan e logo olhou para Giovanni com a expressão de raiva e ódio visível.

— Acha isso engraçado sargento McCarthy? — Se aproximou apontando os dedos cheios de salivas de Nathan, para o rosto de McCarthy.

Eu vou arrancar cada um desses dedos, seu desgraçado. — O olhou com desdem de cima a baixo.

O major aproximou-se mais de McCarthy ficando poucos centímetros. Dessa vez Giovanni não escondeu sua repulsa que sentia por ele. Cada linha expressiva de seu rosto se formou em uma expressão de nojo, seus lábios se comprimiam mostrando o quanto ele o enjoava. Giovanni deu um passo para trás tentando manter a distância, e disse serrando os punhos:

— Não, senhor. — Sua voz saiu baixa e rouca, tão grave que demonstrava a sua impaciência para aquele momento, e ter que lidar com as consequências futuras apenas devido às escolhas de seu superior.

Antes que Clarke desse mais um passo à frente, Nathan se levantou puxando Clarke com uma força que jamais McCarthy imaginaria que ele poderia possuir. O detento o empurrou sobre a mesa. Com sangue nos olhos, Nathan pegou o copo de vidro que possuía um dedo de whisky, quebrou com uma batida rápida, e sua mão segurou o caco de vidro mais afiado que havia se formado com força, fazendo seu próprio sangue escorrer. Ele levou até o pescoço de Clarke, porém poucos centímetros antes que chegasse a artéria do coração, sua mão parou pelas algemas e correntes que envolvia todo o seu corpo.

Opa... — Quase pensou em voz alta, ao ver a cena que estava presenciando.

Os olhos de Nathan mostravam uma insanidade profunda e cheia de crueldade, seu rosto tremia em ódio junto seus lábios que se contraia cada vez mais. Uma força tão poderosa e grande que McCarthy nunca imaginou que aquele jovem teria. O caco de vidro ameaçava entrar na pele sebosa do pescoço de Clarke, mas nunca chegava lá. Giovanni desejava ver o sangue de Clarke molhar aquela sala, ver o caco de vidro cravado no pescoço do major, e assistir prazerosamente ele agonizar de dor e de arrependimento enquanto morria lentamente.

Um pequeno sorriso surgiu em seus lábios ao perceber ao menos o sangue de Nathan escorrer e pingar sobre a mesa e sobre a blusa do uniforme militar de Clarke, manchando o tecido prazerosamente. Olhando cada centímetro daquilo que via, ele gravou em seu cérebro tirando fotos mentais para sempre lembrar daquele momento. Porém, viu algo acontecer como: a mão nojenta de Clarke subia ligeiramente pela coxa de Nathan, indo em direção à cintura do detento. Uma raiva subiu em McCarthy, fazendo todo o seu corpo esquentar de ódio. Sua mão desceu até a pistola, que agarrou o cabo com firmeza e seu indicador parou em cima do gatilho.

Continua, isso sobe a mão até a onde eu sei que você quer tocar... sobe... eu vou te matar e te mandar para o inferno... — McCarthy puxou ligeiramente a Glock.

Um sorriso debochado surgiu nos lábios de Clarke, ele suspirou olhando para Nathan e disse:

— Você é patético, Netuno...

Sombras da PrisãoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora