Segurando firme Nathan contra o chão sujo de urina, McCarthy conseguiu imobilizar o detento ao chão. Cada segundo parecia uma eternidade, ele manteve uma mão firme no ombro de Nathan, sentindo cada espasmo passar pelo corpo dele. Com a outra mão, procurou algo que pudesse usar para manter as vias aéreas de Nathan abertas. Encontrou um pedaço de pano que usou momentos atrás e o dobrou rapidamente, colocando-o entre os dentes de Nathan para evitar que ele mordesse a língua.
- Não me causa problemas seu merda... - McCarthy insistiu, observando o rosto pálido e contorcido do detento. - ... Fica vivo.
Os segundos pareciam horas até que finalmente ouviu passos apressados no corredor. A enfermeira de plantão e alguns oficiais chegaram na cela de Nathan.
- O que está...
Os olhos da enfermeira se arregalaram ao ver o estado de Nathan. Ele se debatia nos braços de McCarthy convulsionando sem parar.
- Porra não fique olhando e faça alguma coisa! - Gritou McCarthy.
A mulher saiu do estado de choque, pegou seu equipamento, se aproximou de Nathan e o examinou rapidamente. Ouvindo os batimentos cardíacos ela notou algo.
- Ele está quase tendo uma parada cárdica! Chamem uma ambulância ou levem ele ao hospital mais próximo agora mesmo. - A mulher se afastou.
- Estão dormindo porra? Liguem para a ambulância, o posto deles fica literalmente ao lado dessa merda de presídio! - McCarthy gritou em ordem, fazendo os polícias pularem no lugar.
Rapidamente um deles pegou o rádio e saiu da cela falando um código de emergência. Os oficiais ao redor rapidamente reagiram ao comando da enfermeira. Dois deles se posicionaram ao lado de McCarthy, prontos para mover Nathan. Com cuidado, McCarthy e os oficiais levantaram o detento, que ainda tremia de maneira descontrolada. O som das sirenes da ambulância já podia ser ouvido ao longe, aumentando a urgência da situação.
- Temos que estabilizá-lo antes que a ambulância chegue - disse a enfermeira, puxando um kit de emergência de sua bolsa.
Ela administrou rapidamente uma injeção de sedativo para tentar controlar as convulsões de Nathan. McCarthy, suado e com o rosto marcado pela tensão, não tirava os olhos de Nathan. Ele sabia que cada segundo era crucial.
Finalmente, os paramédicos chegaram, carregando uma maca e um desfibrilador portátil. A enfermeira lhes deu um rápido resumo da situação enquanto McCarthy e os oficiais colocavam Nathan cuidadosamente na maca, e tiraram as algemas e as correntes que ainda envolvia seu corpo. O pescoço dele estava vermelho pela coleira de ferro, seus pulsos cortados, sinais de sufocamento era evidente.
- Ele está em parada cardíaca! - um dos paramédicos gritou, enquanto o outro preparava o desfibrilador. - Carregando!
McCarthy assistiu impotente enquanto a equipe trabalhava, cada choque elétrico fazendo o corpo de Nathan se contorcer ainda mais. O silêncio do corredor foi interrompido apenas pelo som insistente do desfibrilador e os comandos rápidos dos paramédicos.
- Vamos, Netuno... - McCarthy murmurou para si, o desespero crescendo dentro dele.
Após o terceiro choque, houve uma pausa. A equipe médica verificou o pulso de Nathan.
- Temos um pulso! - anunciou um dos paramédicos, e McCarthy soltou o fôlego que nem percebe estar prendendo. - Vamos levá-lo ao hospital! Ele precisa ser internado, a saturação está em oitenta por cento! Rápido!
- Precisamos de um oficial que o acompanhe...
- Eu sou responsável em vigiar e escoltar o detento. - McCarthy cortou o paramédico, verificando se tudo estava em seu coldre.
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Sombras da Prisão
TerrorGiovanni McCarthy Sargento das forças tática sombrio e perigoso. Foi designado para ser agente penitenciário, para lidar com um detento ardiloso. A história segue sua jornada por uma prisão de segurança máxima enquanto ele luta contra seus próprios...
