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28. Car Ride

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Música tema: All Night - Matoma ft. The Vamps
Votem e comentem!

"Ever since you came around
Can't nobody hold me down
You showed me how to find myself
when I needed it the most"

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A casa parecia triste, vazia e sem vida. Parecia uma caixa com nada além de coisas materiais. Estar ali, pela primeira vez em 25 anos, era doloroso para Yeji. Pela primeira vez na vida ela odiou estar dentro de sua própria casa.

O quarto dos pais permanecia intocado. A cozinha não tinha mais alegria e nem cheirinho de café. O quarto dela estava desarrumado mas ela não tinha forças pra mexer em nada.

Doar as roupas dos pais para a igreja foi muito difícil, mas seria uma boa ação que seus pais admirariam. Muitos dos pertences ela simplesmente enfiou em caixas e foi deixando em ONGs, albergues, instituições de caridade e algumas outras igrejas que faziam trabalho voluntário.

Sentada no chão da sala, ela chorou de novo. Era só isso que fazia ultimamente. Já havia se passado 1 semana inteira e a vida ainda não tinha voltado a ter sentido.

Ela não queria saber de nada, nem conseguia na verdade. Nem quando Jungkook estava com ela, ela não tinha mais vontade e nem força pra corresponder a tudo o que ele fazia. E sentia-se culpada por isso, já que ele estava se esforçando pra ficar do lado dela. Ele entendia como era, também teve que viver sem os pais. Ela deveria ter um pouco mais de gratidão por isso.

Cansada era pouco, mas ela teve uma epifania de repente e sentiu-se um pouquinho melhor. Esse era o ciclo da vida, por mais que seus pais tivessem sido assassinados (o que todos tinham extrema certeza), ela precisava seguir em frente e ela faria isso.

Ela voltaria a trabalhar, viveria um dia após o outro, talvez até voltasse para a igreja, faria o possível pra continuar com seus valores e princípios que aprendeu com aqueles que a criaram e fizeram feliz. Seus pais sempre se orgulhariam, onde quer que estivessem.

..

A leitura dos testamentos foi entediante, e não triste como ela pensou que seria. Seoyon estava do seu lado e ela não parava de fazer carinho na própria barriga. Yeji achou engraçada a forma como ela se sentava, já que a barriga grandinha não a deixava fechar as pernas.

Ela também fez carinho, e entendeu o motivo da garota nuca tirar a mão ali. Era gostosinho, era confortável, transmitia uma sensação de calma e paz, saber que uma nova vida era gerada ali, que em algum momento o mundo ganharia uma nova pessoa, provavelmente com os lábios e nariz de Jimin, e os olhinhos de Seoyon.

Os pais obviamente deixaram tudo a ela. Tudo o que pertencia a eles agora estava no nome dela. O dinheiro da aposentadoria de ambos, o carro (que agora estava carbonizado e jogado no ferro velho), a casa, e a casa de praia em Busan. Ela não se importava com isso, dinheiro era o menos importante em sua vida agora. Mas tudo bem.

_ Tem mais uma coisa_ A advogada anunciou. Ela tirou um pendrive de uma pasta com os documentos e colocou na mesa a frente dela._ Não fui eu quem oficializou tudo, o advogado dos seus pais já se aposentou também, mas isso está descrito como "conteúdo de extrema importância". Diz que é pra ter cuidado. Aparentemente, sua mãe lhe deixou isso.

Ela pegou o pendrive, tentando pensar no que poderia ser. Seoyon também estava curiosa mas não disse nada.

_ A senhorita Seoyon, deixaram 5% e uma cadeira de balanço_ Ela leu. As duas se surpreenderam.

_ A cadeira de balanço que a gente sempre brincava na infância!_ Yeji comentou, se lembrando_ Você adorava.

_ Eu amava aquela cadeira, sempre achei bonita_ Ela disse, emocionada._ Mas... 5%?

Danger (JEON JUNGKOOK FANFIC)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora