Vê-la sendo machucada desse jeito me destruiu por dentro. Não vou deixar isso acontecer novamente. Nunca mais.
Joguei o meu carro por cima dele. Felizmente, obtive menos impacto no meu carro. Já o dele... explodiu, assim como o resto da paciência que me restava perante os inimigos.
Escuto o som da sirene e acordo, sonolento, dentro de uma ambulância. Estavam usando um aparelho de inalação no meu nariz. Me pergunto onde ela está.
Não consigo ficar muito tempo acordado. Minha visão fica embaçada e acabo desmaiando novamente. Quando acordo, já estou no hospital, deitado em uma cama, totalmente desnorteado. Às vezes, não lembramos das merdas que fizemos. Mas, quando fazemos essas merdas para proteger alguém, essa parte da memória fica prensada em nossa mente.
Levanto da cama sem pensar duas vezes. Vejo dois dos meus seguranças em frente à porta.
— Onde ela está? — digo, atordoado.
— O senhor deveria estar deitado. Não pode ficar se movimentando. Seu carro capotou. Deite, senhor.
— Não me importo com isso. Eu quero saber onde ela está. Vou perguntar apenas uma vez.
— Sala 5. Peço perdão, senhor.
Olho para a placa na minha porta e vejo que estou na sala 8. Vou para o corredor, viro à direita e sigo reto. Quarto 5. Entro sem pensar. Mais dois seguranças vigiando o quarto.
O corpo dela está cheio de hematomas, manchas vermelhas e roxas. Que droga fizeram com ela? Mas, pelo menos, mandei o outro de volta para o lugar de onde nunca deveria ter saído: o inferno.
Ela dorme calmamente, como se nada tivesse acontecido. Um sono tão tranquilo que me preocupo.
Me aproximo e olho para o aparelho que mede os batimentos cardíacos dela. Me escandalizo ao ver que os batimentos estão fracos. Segundos depois, o monitor começa a apitar, e surgem vários médicos e enfermeiros com aparelhos para reanimá-la.
Não consigo vê-la naquela situação. Não sei que rumo tomar se eu perdê-la.
— Se ela morrer, eu acabo com a vida de todos vocês! — digo, irritado.
O médico me olha com os olhos arregalados e grita:
— Revivam ela agora!
Em instantes, os batimentos voltam ao normal. Talvez esse seja o poder da ameaça.
Saio e resolvo voltar para o meu quarto depois de ver que estava tudo bem. Sento na cama e pego o meu celular para fazer uma ligação importante.
— Alô? — falo com desdém.
— Sim, chefe?
— Onde ele está? — me refiro ao canalha que quase causou o assassinato da minha mulher.
— O corpo já está no IML, senhor. Ele não conseguiu aguentar o impacto do carro.
— Ótimo. Já sabe quem foi o mandante?
— Ainda não, senhor, mas suspeitamos que foi o cara de antes. O líder que está te perseguindo. Conseguimos o contato de um dos secretários dele.
— Ponha ele na ligação. Agora.
O meu ajudante direciona a ligação para ele.
— Alô? — o homem fala.
— Avise ao seu chefe que não vou deixar o que ele fez passar barato. Vou caçá-lo, torturá-lo e mostrar a ele o que de fato é a dor. Ele saberá o que acontece com quem mexe com as pessoas à minha volta. Eu sou o centro. Sou o demônio que vocês nunca deveriam ter conhecido. Sou o seu karma.
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Through You
FanfictionUma garota decide pegar o ônibus mais cedo para ir trabalhar, porém, algo além disso a espera. sei que é bem provável de ninguém ver kkkkkkk, mas acho que tenho q escrever isso.
