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Morwen Elletra Montorya

"Derrame sangue, corte cabeças, arranque corações, faça isso a sangue frio, não demonstre fraqueza, e seja temida, mas principalmente, nunca em hipótese alguma ame. Jamais seja tola a esse ponto, o amor vai te matar, criança insolente. Existe um frágil fragmento entre amar e morrer, e você estará sujeita a isso, caso insista na ideia de carinho. O amor te torna fraca, e isso é o que você menos precisa."

As vozes ecoavam em minha mente, como um mantra, mas me perdi no olhar importuno de Salvattore, e ca estava eu, sentido borboletas no estômago. Mas algo dentro de mim me dizia para que eu o deixasse, não o metesse nessa merda toda que é a minha vida. Ja outro lado me dizia, que ele apareceu na sua vida pois quis, faça dele seu, nem que isso seja a última coisa que você ira fazer.

As coisas se tornaram um pouco confusas aqui dentro, bom, mais do que ja eram.

-Acredita em amor à primeira vista?- A voz masculina cortou o silêncio.

-Eu?

-E quem mais seria?

-Bom, acho que não acredito.

-É, eu também não, mas acredito em você.- Renzzo soltou ligeiramente essas palavras, que me chocaram mais que um tiro de raspão.

-Está dizendo que já me ama?

-Estou dizendo que não acredito em amor à primeira vista, mas acredito em você.- Um suspiro rápido.- Entenda como quiser.

E eu, nem se quer entendi. Em meio a confusão que se estabelece frequentemente em minha mente, era difícil compreender se o garoto estava realmente se declarando para mim. E então o silêncio foi a minha única escolha.

Um toque frenético, e a tela do meu celular despertou.

-Santoro, oi.

-Esta ofegante Elle.

-A claro, precisa de que?- respondi educada para que Renzzo não notasse nada.

-Está com alguém? Bom isso não importa, rua Calle Carmin, 376, te espero as 22:00, não tolerarei atrasos, minha pequena killer.

-Não me chame assim.- Susurrei.- Claro Sant, estarei ai.

-Venha com uma roupa apropriada, se é que me entende.

-Entendido, Santoro.

E por fim sem me explicar coisa alguma, ele desligou, e eu sabia que estava na hora de infelizmente despachar Salvattore.

-Quem era Elletra?

-Um velho amigo meu. Santoro, um dia você conhece ele.

-A bom, acho que vou indo então, parece que você tem um compromisso.

-É realmente tenho, sant está doente, me pediu ajuda, e como sou uma ótima amiga, irei ajudar.

-É o que boas amigas fazem.- Ele sorriu.

-Acho que sim.Vem eu te levo de moto.

-Não precisa, posso ir caminhando.

-Vamos Renzzo, facilite as coisas, vou levar você e ponto.

E por fim, o garoto cedeu.

É incrível o quão fácil é manipula-lo , ele é dócilmente inocente, isso o torna completamente frágil e aberto para qualquer e todo mal que o rodeia.

Azar o dele, que de todos os males ruins, que poderiam o alcançar, eu fui a pior ruína a cruzar seu caminho.

Mergulhando no infernoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora