Do alto do penhasco, pendendo da caverna, Minho estava suspenso.
⎯ Mas como isso foi acontecer? ⎯ Perguntei para Dandy. Eu estava desacreditado, o medo de perder Minho ficava mais forte a cada minuto.
⎯ Armadilhas. ⎯ respondeu ele. ⎯ Tenho várias delas espalhadas pela caverna, principalmente na entrada. Você realmente acha que eu poderia ficar ali, sem ter nenhuma proteção? Aqui existem seres bastante estranhos. Nem mesmo eu conheço todos.
⎯ Vou lá agora mesmo ajudá-lo ⎯ falei. Eu estava com vontade de chorar mas eu não poderia perder a postura.
⎯ Você sabe como chegar até ele? ⎯ desafiou Dandy. ⎯ Sair de lá é uma coisa, conseguir voltar, é bem diferente. Esqueceu que eu tenho armadilhas? E acho bom parar logo com essa conversa, pois aquela corda de papel que está segurando seu amigo é muito frágil, não sei quanto tempo vai durar.
⎯ O que você quer que eu faça? ⎯ perguntei, finalmente.
⎯ Simples ⎯ respondeu ele. ⎯ Mande o Basilisco atacar o Grifo.
⎯ E depois, como é que você vai salvar Minho? Quem me garante que você vai cumprir a sua palavra? ⎯ perguntei.
Eu estava realmente cansado da falta de respostas. Tudo era muito enigmático, não podia mais confiar no ardiloso homenzinho. Minho corria risco de vida. Desejei que ele estivesse naquele estado em que não compreendia o perigo das coisas, assim Lino estaria até se divertindo.
⎯ Você vai fazer o que eu estou mandando e vai ser agora ⎯ ordenou Dandy, segurando-me pelos ombros.
Então, ocorreu o inesperado. O Basilisco urrou fortemente. Eu tremi. Não sabia o que poderia acontecer. Ele crescera ainda mais, e se virou rastejando velozmente em nossa direção. Estávamos no topo do morro, mas era como se nos encontrássemos no chão. O monstro se ergueu diante de nós, com fúria. Dandy escondeu o rosto, com medo. Eu mirei o ser diretamente nos olhos e ele me observou como da primeira vez, ainda dentro do ovo.
⎯ Por favor, diga para ele... ⎯ Dandy estava com a voz trêmula e de olhos fechados. ⎯ Peça que não me machuque...
Mas eu não tive tempo de fazer nada. O Basilisco mergulhou sua cabeça em direção ao homenzinho, abriu a boca e o ergueu pelos ares. Eu tremi, não queria que aquilo acontecesse. O Basilisco, então, disparou pelo campo coberto de plantas mortas. Eu estava em pânico. Foi então que, de repente, senti uma enorme sombra sobre mim. Eu nem precisava olhar para saber o que era. O Grifo permanecia com seu sobrevoo.
Então, refleti rapidamente, entre um monstro que não me obedecia e outro que obedecia, resolvi apelar para o que poderia me proteger e gritei:
⎯ Basilisco, não mate Dandy. Me proteja!
Eu fiquei ali, esperando que algo acontecesse, mas aparentemente nada mudou. O Basilisco continuava segurando o homenzinho na boca, porém parecia confuso. Deveria ser o resultado da minha ordem. Dandy se agitava dentro daquela boca enorme. Para piorar, olhei para o alto e parecia que Minho havia cedido um pouco mais para fora da caverna.
Mas como é que eu tinha chegado naquela situação?
O que é que eu poderia fazer?
Eu não queria matar ninguém, mas também não pretendia morrer.
Foi então que, de repente, me lembrei de algo importante e que talvez pudesse resolver aquela situação.
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𝗽𝗿𝗶𝘀𝗶𝗼𝗻𝗲𝗶𝗿𝗼𝘀 𝗻𝗮 𝗯𝗶𝗯𝗹𝗶𝗼𝘁𝗲𝗰𝗮' 𝗆𝗂𝗇𝗌𝗎𝗇𝗀
Fantasy𝐇an Jisung vive em uma vila onde as pessoas evitam o desconhecido. A cada dez anos, ocorre o desafio "A busca do livro ideal" na biblioteca local, fechada devido ao desaparecimento misterioso de um homem. Jisung e seu pai participam do desafio, mas...
