⎯ O ovo está quebrando ⎯ gritou Dandy, correndo na direção dele e me deixando em paz. Respirei aliviado, pois não gostei nem um pouquinho da maneira como ele me olhou. E pelo visto Minho também não, ele encarava Dandy com raiva.
⎯ Precisamos tentar sair daqui ⎯ falei para Minho. ⎯ E que Dandy está distraído, é a nossa chance.
⎯ Eu ainda tenho que socar ele ⎯ respondeu Minho furioso. Ele estava bravo pois Dandy queria me enfrentar? Ele ficou estranhamente fofo raivoso.
⎯ Esqueça, não temos tempo para isso Lino. ⎯ respondi colocando minhas mãos em seu rosto em sinal de que estava tudo bem.
A casca do ovo começava a rachar. Torci para que aquilo demorasse bastante para acontecer. Concluí que teríamos que arriscar uma fuga por um dos túneis escuros que eu havia descoberto.
⎯ Depois que o meu Basilisco nascer ⎯ disse Dandy, olhando fixamente para o ovo ⎯ Eu vou cuidar de vocês dois.
Comecei a me aproximar do fundo da caverna, mas, de repente, meu pé escorregou em algumas páginas molhadas e deslizei rapidamente em direção ao local em que estava Dandy. Se, pelo menos, ele tivesse olhado por um segundo para mim, teria desviado o corpo, me amparado, mas não. Assim, ocorreu o inevitável; eu o atingi com bastante força, empurrando-o para longe. Terminei ficando exatamente no lugar em que ele estava.
⎯ Não! ⎯ gritou ele quando sentiu a dor da minha pancada. Foi atirado para longe e, assim que conseguiu, se levantou e correu na minha direção.
Então, aconteceu. O ovo tremeu mais uma vez e uma parte da casca caiu. Fui surpreendido com dois olhinhos me encarando. Era um olhar penetrante de olhos muito vermelhos. Não demorou e o estranho animal terminou de nascer. Eu me afastei, um pouco assustado. Era uma espécie de cobra misturada com dragão. Eu sei disso, pois tive que enfrentar um dragão muito perigoso, conforme já descrevi no meu diário número 9.
⎯ É o Basilisco, ele nasceu ⎯ gritou Dandy claramente decepcionado.
O bicho se aproximou de mim e eu pude observá-lo melhor. O corpo realmente parecia com o de uma cobra e a cabeça era alongada com duas narinas muito largas. Na ponta de sua boca, duas presas pequenas, mas que pareciam ser bastante afiadas. Em sua cabeça havia algo dourado, como uma coroa.
⎯ Nossa, não consigo olhar para ele ⎯ disse Minho. ⎯ Não gostei desse bicho...
Acho que aquela tinha sido a primeira vez que Minho disse que não tinha gostado de alguma coisa. Ele realmente desviava o olhar, como se o Basilisco pudesse queimá-lo, Observei que Dandy se comportava da mesma forma. Estava muito preocupado em proteger os olhos.
Eu não sentia qualquer tipo de incômodo, muito pelo contrário. Eu queria olhar para o Basilisco. Pressentia que ele não oferecia nenhum perigo, pelo menos para mim. Ele estava interessado em mim, me cheirou, observou.
⎯ Escute o que eu vou dizer ⎯ falou Dandy. ⎯ O Basilisco é muito perigoso, ele pode matar apenas com um olhar, é muito venenoso.
⎯ Não consigo acreditar em você ⎯ respondi.
⎯ Sim - continuou Dandy. ⎯ Você foi o primeiro ser vivo que ele viu. O Basilisco o respeita como se você fosse o pai dele.
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𝗽𝗿𝗶𝘀𝗶𝗼𝗻𝗲𝗶𝗿𝗼𝘀 𝗻𝗮 𝗯𝗶𝗯𝗹𝗶𝗼𝘁𝗲𝗰𝗮' 𝗆𝗂𝗇𝗌𝗎𝗇𝗀
Fantastik𝐇an Jisung vive em uma vila onde as pessoas evitam o desconhecido. A cada dez anos, ocorre o desafio "A busca do livro ideal" na biblioteca local, fechada devido ao desaparecimento misterioso de um homem. Jisung e seu pai participam do desafio, mas...
