Capítulo 18 parte I

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Nada preparou Rachel para entrar na casa de sua mãe pela segunda vez naquele dia e, agora, não ser recepcionada com um abraço. Ela não se deu ao trabalho de apertar a campainha. Sentia que não haveria quem atender. Sentia isso. Então arrombou a porta. E a viu. Ou o que sobrou dela. Restou a Neal e Peter a tarefa ingrata e improvável de consolá-la diante do corpo de Nicole.

Rachel aproximou-se do corpo já com a certeza de que não lhe restava nada a fazer. John é eficiente demais para ir embora deixando para Nicole alguma chance de sobrevivência. As marcas em seu pescoço deixavam clara a forma como morreu. Asfixiada pelas mãos do homem com o qual dormiu por duas décadas e havia chorado quando julgou estar morto. Neal mantinha as mãos em seus ombros e tentava consolá-la em silêncio. Sabia que a mente dela fervilhava em informações e possibilidades.

A equipe enviada por Diana e Henrique chegou com suas câmeras, peritos e isolantes da área. E ela não pode mais ficar ali. Foi retirada por mãos delicadas, porém firmes e frias de policiais que não conhecia e agora iriam recolher o corpo de Nicole.

- Rachel. Eu sei que é difícil. Mas você tem que... - Peter tentou falar.

- Não. Você não sabe. – Ela respondeu, simplesmente.

A interrupção serviu para tirá-la do torpor da morte. Sim, Nicole estava morta. Seu coração estava triste, sangrando e revoltado. E era nessa revolta que decidiu se concentrar. Viveu naquela casa por algum tempo na adolescência. Conhecia cada recanto daqui. Assim como John. Ao matá-la, ele deixava-lhe um recado. A ela e à polícia.

- Ele está louco. – Neal disse, assustado com os rumos que aquilo estava tomando.

- Não. – Rachel negou. – Ele pode ser tudo, menos louco.

Ele não esteve ali unicamente para matar Nicole. Desejava algo. Precisava de algo. Poderia ser algo que ela sabia. Ou que guardava. Sua dúvida era se havia conseguido. Então subiu ao segundo andar da casa. Aparentemente tudo estava em ordem. Somente ela reconhecia a marcas deixadas por John. Qualquer outro poderia crer que ele nem mesmo subiu aquelas escadas. Ela sabia.

- Vamos testar as impressões digitais. – Diana lhe disse.

- Será perda de tempo. Ele usa luvas, sempre. Não vão encontrar nenhum rastro dele aqui. Mas ele esteve. Tenho certeza. Posso sentir.

- O que ele quer? – Peter pressionou.

Rachel perguntava-se isso. E mesmo sem ter certeza, apenas uma hipótese fazia sentido.

- Ele veio atrás de pistas do diamante. – Informou. – John passou esse tempo todo acreditando que eu pegaria a pedra e então ele poderia me tomar. Parece que desistiu desse plano e resolveu lutar por si.

- Acha que Nicole guardava algum segredo? Ela poderia saber onde está a pedra?

- Não. Ela não fazia ideia, mas ele podia acreditar que sim. – Não fazia sentido. – Ela tentou me proteger até o fim. Ela não me escondeu nada.

- Então o que o atraiu aqui?

- Provavelmente ele queria alguma pista nova sobre o paradeiro da pedra. Se aquele prédio onde estivemos, e ele também, foi uma pista falsa, terá de seguir para outra.

- A estação de trem. – Neal entrou na conversa.

- Não. – Rachel respondeu. – Assim como eu, John não acredita que o diamante está lá. E, sem novas pistas, quis saber se eu havia descoberto algo novo. Ele veio aqui procurar pelas minhas pesquisas.

Diaba Ruiva: Passado ReveladoLa tua prossima ossessione. Scoprilo ora