Neal chegou ao apartamento de Melissa acompanhado de Verônica. Nas discretas mochilas usadas por ambos, alguns equipamentos disfarçados. As roupas eram similares as dos funcionários do condomínio. Por segurança Neal deu a parceira forçada algumas orientações de como entrar no prédio, escapar das câmeras de segurança, entrar num apartamento sem deixar vestígios e procurar um tesouro sem rastros de impressões digitais. Foi uma longa lista de orientações. E isso irritou verônica.
- Se fosse Rachel aqui você a cansaria com todas essas recomendações? – Questionou a loura.
Neal riu da comparação Caso Rachel estivesse ali com ele, a pedra já teria sido roubada. Não apenas por ela saber de cor tudo o que havia dito à Verônica como ela não seguiria boa parte daquelas regras. Rachel não obedecia regras, seguia seu próprio extinto criminoso. E sabia improvisar como poucos. Verônica era uma criminosa também. Mas tinha falhas básicas. Foi pegar pela Interpol ao tentar realizar crimes muito simplórios. Era um soldado de ponta, do tipo que servia de escudo e morria no primeiro tiro. Por isso John a arriscava em momentos como aquele. A vida de Verônica não lhe valia nada. Por outro lado, se não era especialmente inteligente ou habilidosa, Verônica era cruel e vingativa e isso a fazia perigosa.
- Não se compare a Rachel, Verônica. Você sempre irá perder. – Respondeu secamente. – Se fosse Rachel aqui, eu não precisaria dizer nada. Ela conhece meus planos antes que eu chegue a formá-los. E se encaixa neles perfeitamente.
- Mas ela não está aqui. Então cale a boca e roube essa maldita pedra. E pare de me provocar porque basta uma ligação minha para John dar um tiro na sua brilhante parceira.
Nesse ponto Neal não pode discordar. John aparentava ser louco o bastante para matar a filha no menor sinal de que não conseguiria o diamante. Neal então deu início ao plano. Não foi difícil passar pela portaria. Sabia o horário de troca dos porteiros e usou no exato momento de intervalo para, utilizando-se da beleza de Verônica, distrair o guarda. Essa qualidade da garota era inegável. Depois do acesso ao elevador, a sequência do plano surpreendeu Verônica. Eles desembarcaram um andar abaixo do que servia de morada a Melissa. Saíram pela janela do corredor e pelo lado de fora escalaram até a sacada.
- Para que facilitar se você pode dificultar. – Disse Verônica.
- A menos que você queira alguém vendo-a arrombar uma porta, onde mora a filha do primeiro ministro inglês, acho que a sacada é a melhor alternativa.
Já a porta de vidro da sacada foi fácil abrir. Como a informação que Neal obteve mais cedo se confirmou e Melissa não estava no apartamento, foi fácil invadir e começar a procurar. Verônica foi para a sala, Neal direto ao quarto. Meia hora depois e nada havia aparecido. Mesmo sendo óbvio, Neal descobriu o código e abriu o cobre. Nada lá dentro também. Nem documentos importantes, nem diamante, nem dinheiro.
- Se isso tudo for uma invenção sua para ganhar tempo, Neal, eu nem sei do que sou capaz! – Verônica gritou.
- Tem razão, você não sabe, Verônica. Mas relaxe. O jogo está apenas começando. É claro que Melissa não deixaria o diamante em qualquer lugar. Vamos continuar procurando. Onde você guardaria um diamante, Verônica?
A loura levou a pergunta a sério e tentou imaginar como esconderia aquela pedra. O cofre era o mais seguro, o porta joias o mais óbvio. E ambos já tinham passado por revista. A criminosa pensou que talvez a pedra realmente existisse e estivesse de posse de Melissa, mas não ali.
- No banco. – Respondeu ela.
- Não. Melissa tem apego emocional com esse diamante. Não está em um banco. E ela tem seguranças o bastante para evitar furtos.
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Diaba Ruiva: Passado Revelado
RomansaPromessa é dívida! Como prometido, a Diaba Ruiva e seu amado ladrão estão de volta. O nome será Diaba Ruiva: Passado Revelado. É a continuação da fanfic Dupla Perseguição e segue contando a história de Neal Caffrey e Rachel Turner. Pra quem não leu...
