Capítulo 25

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- Se essa garota não começar a falar agora mesmo, não precisará Neal atirar, eu mesmo descarrego essa pistola nela e alego legítima defesa. Quero ver quem irá me contrariar. Agora, diga, Verônica, está disposta a morrer? – O aviso com status de ameaça veio de David e conseguiu o efeito de apavorar a cúmplice de John Turner.

Verônica até tentou se manter firme como John lhe ensinou. Mas a verdade é que sofreu uma grande decepção ao entrar naquele lugar e perceber que seu pai havia fugido levando Rachel. Ela fora excluída do plano. E agora estava dividida entre seguir leal a ele ou defender a própria vida.

- Eu não tenho como ajudá-los. Mesmo que quisesse. – Foi o máximo que conseguiu dizer.

- A não? – David não estava calmo o bastante para conversar nem argumentar. Apenas voltou a lhe apontar a arma. – Pois se não nos tem valor algum, pode morrer agora mesmo.

- Não! Por favor!

Verônica era sincera ao dizer que não fazia ideia de onde John estava, nem das circunstâncias em que Rachel se encontrava. John agiu por conta própria e num momento de desespero. Os planos haviam saído do planejado quando Rachel, cansada de esperar por ajuda e ainda confusa com as atitudes adversas de Neal, resolveu fugir.

Logo que foi amarrada ali por John e Verônica, ela não parou de buscar uma alternativa de fuga. Com os olhos revisou cada cantinho daquele lugar, na busca por uma alternativa de fuga. Fazia uso naquele momento de um dos ensinamentos dados por John em seu treinamento décadas atrás, no tempo em que ele contava com ela como aliada e não como adversária, no tempo em que a amava e não a odiava, no tempo em que ela acreditava em suas mentiras.

John lhe ensinou a não ser precipitada. A procurar as brechas que lhe davam alternativa a conquistar o objetivo, que, nesse caso, seria escapar do próprio John. Já tinha um plano de fuga montado, esperava apenas conseguir soltar os pulsos para, livre, derrubar ao pai e escapar. Foi ao conseguir soltar as mãos e avanças sobre John que ele a surpreendeu com um tiro. Lá no fundo ela ainda acreditava que ele não apertaria o gatilho contra. Enganou-se. Ele não hesitou em atirar. O tiro atravessou a perna de Rachel e levou ao chão sangrando.

- Você não aprende, não é mesmo? Entenda, Rachel, eu te ensinei tudo o que você sabe, mas não tudo o que eu sei. – Ele lhe disse ainda apontando o revólver. Agora ela não mais duvidada da sua loucura.

- Você é um demente. Mas sabe qual a grande alegria que eu tenho, papai? – Rachel gritava enquanto tentava estancar o sangue. – É saber que você pode até me matar. Mas isso só fará com que dê um adeus definitivo a sua pedra dos sonhos. Porque nunca a terá! Ouviu bem? Nunca!

Descontrolado, John avançou por sobre a filha e lhe golpeou no lado direito do rosto com a arma. Os dois começaram a lutar. Foi quase como nos treinamentos do passado quando rolavam no chão trocando socos e chutes. Só que agora John sofre com a idade e Rachel tenta manter-se firme enquanto o sangue escorria e deixava rastro pelo chão. E lá não havia raiva e o objetivo era ensinar, aqui John desejava ferir e Rachel respondia no mesmo ritmo. Não sobrara nenhum laço afetivo capaz de reerguer aquela relação desmoronada. A boca de Rachel encheu-se de sangue após o golpe dado pelo pai e ela não hesitou em cuspir nele.

- Mas eu poderei continuar procurando, já você estará queimando no inferno porque apesar de bancar a mãe zelosa agora, nós dois sabemos quantos assassinatos você já cometeu. E sabemos o prazer que sentiu em cada um deles! Você pode enganar o FBI, a MI5 e o Neal, mas EU sei o monstro que criei, filhinha.

Diaba Ruiva: Passado ReveladoLa tua prossima ossessione. Scoprilo ora