Rachel tentava não ser dominada pelos sentimentos, mas era difícil. Como manter o foco de seus pensamentos nos tiros que ouvia vindos do corredor quando acabara de ver seu pai. Era ele naquelas imagens. John com a aparência muito mais desgastada de quanto Harabo o 'matou'. Ele tinha sobrevivido. Nada mais faria sentido. E, se isso for verdade, ela havia passado anos da sua vida sofrendo por ele em vão e seguindo na busca do que ele lhe pediu, em respeito ao desejo de um morto, que na verdade que estava bem vivo.
- Rachel! Estamos em serviço! O seu diamante acaba de se tornar um caso do FBI. – Disse Peter sacando sua arma e abrindo a porta.
Confusa, praticamente em choque, e empurrada por Peter, Rachel saiu da sala e misturaram-se a outras pessoas que deixaram seus afazeres assustadas com o barulho. Enquanto agia, Peter tentava imaginar o que ocorria ali. Para ele, quem estava naquela sala não esperava pela chegada do FBI. Deve ter sido alertado por alguém da portaria e conseguiu escapar antes deles entrarem. Saiu pela escada de emergência da janela, entrou em outra sala e saiu disparando pelo corredor. E naquele antigo prédio, pouco poderiam contar com as câmeras de segurança.
- Temos de pegá-lo. – Rachel afirmou, saindo de seu torpor e caçando o atirador que poderia ser seu pai.
Peter pediu reforços, mas era obvio que eles não chegariam a tempo. Viriam apenas fazer o rescaldo. Caberia a ele e Rachel garantir que civis não se ferissem e capturar o fugitivo. Tarefa difícil. Ele podia ter entrado em qualquer sala. Ou já estar descendo pelas escadas de serviço. Eles tinham de armar uma estratégia.
- Vamos pela escada. – Sua única chance era arriscar. – Ele sabia que os tiros iriam nos avisar de sua presença aqui. E contava com a confusão das pessoas para nos atrasarem. Vamos descer.
De arma em punho, desceram as escadas e por dois momentos conseguiram ouvir os passos de mais alguém seguindo apressadamente em direção ao térreo. Só podia ser ele. Ou eles. Nada garantiria de ser apenas um homem. A escada levava até um estreito corredor com a porta de saída. Era preciso chave. E agora ela estava aberta para a rua.
- Ele teve ajuda. Sabia que entrava e saía a hora em que desejava. Só não contava com a nossa presença aqui. – Rachel disse já corria para a rua.
- Cuidado! – Peter também correu.
E ele estava correto em pedir por cuidado. Ambos foram recebidos a tiros. E tudo o que puderam ver foi o carro esportivo de cor preta saindo em disparada enquanto, do banco traseiro, um homem, um homem mascarado atirava contra eles. Peter sentiu o ombro arder enquanto Rachel percebeu quando a bala raspou em seu quadril. Ele não quis matar, ou teria conseguido. Era apenas um aviso. E quando a equipe de apoio chegou serviu apenas para acompanhá-los à emergência médica e acalmar os ânimos.
Não conseguiram tranquilizar Elizabeth. Ela chorava e tremia, sem aceitar que ninguém pudesse lhe dar informações de seu marido. Foi Neal, também nervoso, a levá-la até o hospital. Já na emergência ela ainda chorava. E tinha razão para isso. Ela há pouco lutava para manter a filha, Sofia, junto da família. Agora via Peter levar um tiro. Neal poderia tê-la acalmado, caso também não estivesse lutando contra o próprio nervosismo. Mas ele estava bem mais controlado. Sentia que sua mulher estava viva. Não seria uma bala a afastá-los.
STAI LEGGENDO
Diaba Ruiva: Passado Revelado
Storie d'AmorePromessa é dívida! Como prometido, a Diaba Ruiva e seu amado ladrão estão de volta. O nome será Diaba Ruiva: Passado Revelado. É a continuação da fanfic Dupla Perseguição e segue contando a história de Neal Caffrey e Rachel Turner. Pra quem não leu...
