Apenas três dias haviam se passado desde a prisão de Rachel e Neal já estava arrependido de ter aceito a proposta de Peter. Se fosse apenas ficar distante dela, já seria difícil. Mas, além disso, ainda havia a dificuldade de ficar em prisão domiciliar e tentar minimizar o mau humor de George por estar em outra cidade e longe da mãe. Ell, June e Mozz vinham ajudando como podiam.
Para completar a lista de dificuldades, Mozzie, no papel de advogado de Rachel, foi avisado de que ela e outra detenta haviam tido um desentendimento. Nada sério, segundo a direção do presídio informou. Mesmo assim, conhecendo o gênio difícil da esposa, Neal se preocupou. Tudo de que não precisava era preocupar-se com a possibilidade dela se envolver em alguma briga na cadeia. As visitas seriam apenas no final de semana, se conseguisse sair do apartamento então agradeceu quando Rachel lhe telefonou a cobrar do presídio.
- Que bom ouvir a sua voz. – Ela disse tentando controlar o tremor da voz.
- Assim que me derem a tornozeleira eu irei aí te ver. Está precisando de alguma coisa?
- Além das suas mãos em mim? Do George? Acho que só de uma chapinha pra alisar os cabelos. Mas isso não vão deixar você me trazer. Como está meu filho?
- Sentindo sua falta. E como está minha filha?
- Achando esse lugar muito monótono. Tenho certeza de que ela sente sua falta também.
- Logo isso será passado – Ele precisava mudar de assunto. – Fiquei sabendo da sua briga. Não arranje encrenca, Rachel. Pensa na Helen! Aí tem gente barra pesada!
- Só precisava impor respeito. Também sei ser barra pesada! Que gente exagerada. Eu e K já estamos bem amiguinhas. Eu finjo que a respeito e ela faz de conta que não me teme. Eu durmo com um olho aberto, Neal. Não se preocupe com Helen. Eu a colocarei no mundo com saúde. Tenho de desligar. A guarda está me olhando de cara feia.
- Repousa, por favor.
- Como se eu tivesse muitas atividades...claro Neal. Colocarei minhas pernas pra cima, fecharei os olhos e fingirei que estou numa das minhas sessões de massagem. – Eu tom de voz ficou mais triste. – Até logo Neal. Se cuida.
A única alternativa de Neal era passar o tempo trabalhando nos casos que Peter lhe pediu para analisar. O chefe havia lhe dado uma lista de processos para ler e sugerir estratégias de ação para resolverem os crimes. Tudo muito tranquilo, tudo muito comum...a não ser pelo fato de um dos casos, o que Peter tinha mais interesse em sua ajuda, ser diretamente ligado à Sara. Não que houvesse alguma chance deles voltarem. Nenhuma. Não havia vontade de nenhum deles. Sara estava feliz ao lado de Henrique. Mesmo assim era constrangedor. E quando Rachel soubesse disso, provavelmente não gostaria nada. Em especial por um detalhe: se ele estava restrito ao apartamento, Sara resolveu lhe fazer uma visita no meio da tarde, sem Henrique, que estava na sede do FBI.
- Oi Neal! – Ela disse entrando no apartamento do alto de saltos gigantescos e vestida da forma mais elegante possível. Era a mesma Sara Ellis de sempre. – Você me conhece, Neal. Não tenho paciência para a enrolação do FBI. Preciso resolver esse caso e você pode ajudar então...
- Então você não quis esperar eu receber autorização para sair da prisão domiciliar.
- Exato! E consegui com Henrique que minha entrada aqui fosse permitida.
- Seu namorado sabe que...
- Sabe! E sabe que isso é história velha. Nós estamos muito bem juntos, Neal. Não há porque ter ciúme. Qualquer pessoa sensata sabe que não precisa criar caso com isso.
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Diaba Ruiva: Passado Revelado
RomansaPromessa é dívida! Como prometido, a Diaba Ruiva e seu amado ladrão estão de volta. O nome será Diaba Ruiva: Passado Revelado. É a continuação da fanfic Dupla Perseguição e segue contando a história de Neal Caffrey e Rachel Turner. Pra quem não leu...
