Capítulo 5

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Apenas três dias haviam se passado desde a prisão de Rachel e Neal já estava arrependido de ter aceito a proposta de Peter. Se fosse apenas ficar distante dela, já seria difícil. Mas, além disso, ainda havia a dificuldade de ficar em prisão domiciliar e tentar minimizar o mau humor de George por estar em outra cidade e longe da mãe. Ell, June e Mozz vinham ajudando como podiam.

Para completar a lista de dificuldades, Mozzie, no papel de advogado de Rachel, foi avisado de que ela e outra detenta haviam tido um desentendimento. Nada sério, segundo a direção do presídio informou. Mesmo assim, conhecendo o gênio difícil da esposa, Neal se preocupou. Tudo de que não precisava era preocupar-se com a possibilidade dela se envolver em alguma briga na cadeia. As visitas seriam apenas no final de semana, se conseguisse sair do apartamento então agradeceu quando Rachel lhe telefonou a cobrar do presídio.

            - Que bom ouvir a sua voz. – Ela disse tentando controlar o tremor da voz.

            - Assim que me derem a tornozeleira eu irei aí te ver. Está precisando de alguma coisa?

            - Além das suas mãos em mim? Do George? Acho que só de uma chapinha pra alisar os cabelos. Mas isso não vão deixar você me trazer. Como está meu filho?

            - Sentindo sua falta. E como está minha filha?

            - Achando esse lugar muito monótono. Tenho certeza de que ela sente sua falta também.

            - Logo isso será passado – Ele precisava mudar de assunto. – Fiquei sabendo da sua briga. Não arranje encrenca, Rachel. Pensa na Helen! Aí tem gente barra pesada!

            - Só precisava impor respeito. Também sei ser barra pesada! Que gente exagerada. Eu e K já estamos bem amiguinhas. Eu finjo que a respeito e ela faz de conta que não me teme. Eu durmo com um olho aberto, Neal. Não se preocupe com Helen. Eu a colocarei no mundo com saúde. Tenho de desligar. A guarda está me olhando de cara feia.

            - Repousa, por favor.

            - Como se eu tivesse muitas atividades...claro Neal. Colocarei minhas pernas pra cima, fecharei os olhos e fingirei que estou numa das minhas sessões de massagem. – Eu tom de voz ficou mais triste. – Até logo Neal. Se cuida.

            A única alternativa de Neal era passar o tempo trabalhando nos casos que Peter lhe pediu para analisar. O chefe havia lhe dado uma lista de processos para ler e sugerir estratégias de ação para resolverem os crimes. Tudo muito tranquilo, tudo muito comum...a não ser pelo fato de um dos casos, o que Peter tinha mais interesse em sua ajuda, ser diretamente ligado à Sara. Não que houvesse alguma chance deles voltarem. Nenhuma. Não havia vontade de nenhum deles. Sara estava feliz ao lado de Henrique. Mesmo assim era constrangedor. E quando Rachel soubesse disso, provavelmente não gostaria nada.  Em especial por um detalhe: se ele estava restrito ao apartamento, Sara resolveu lhe fazer uma visita no meio da tarde, sem Henrique, que estava na sede do FBI.

            - Oi Neal! – Ela disse entrando no apartamento do alto de saltos gigantescos e vestida da forma mais elegante possível. Era a mesma Sara Ellis de sempre. – Você me conhece, Neal. Não tenho paciência para a enrolação do FBI. Preciso resolver esse caso e você pode ajudar então...

            - Então você não quis esperar eu receber autorização para sair da prisão domiciliar.

            - Exato! E consegui com Henrique que minha entrada aqui fosse permitida.

            - Seu namorado sabe que...

            - Sabe! E sabe que isso é história velha. Nós estamos muito bem juntos, Neal. Não há porque ter ciúme. Qualquer pessoa sensata sabe que não precisa criar caso com isso.

Diaba Ruiva: Passado ReveladoLa tua prossima ossessione. Scoprilo ora