Cap 8

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 Sem muitas informações de como sua esposa estava, Neal aguardava junto de Mozz na recepção da clínica. Dizia a si mesmo que era um plano, uma farsa tão bem bolada que até mesmo a médica tinha acreditado nos gritos de Rachel. Mentia para si mesmo desejando não crer na possibilidade de algum mal ocorrer com as mulheres da sua vida.

- É impressionante! Pequena Helen já coopera com nossos planos ativamente! Ela nem nasceu e já sei que será brilhante no nosso mundo. É claro! Sendo filha e Nea...

- Chega, Mozz!Helen não está cooperando com nada! Helen não está bem!

- Ela quis nos ajudar! – Mozz insistiu. Mas depois, entendendo o desespero do amigo, tentou tranquilizá-lo. – Se a minha opinião servir para algo...tenha fé. Sua filha está ótima...e já está inscrita na ‘academia do Tio Mozz para criminosos principiantes’.

Peter e Elizabeth deixaram Valentina e Sofia com os avós maternos e correram ao hospital. Nervosa, Ell não conseguia sequer pensar na dor que uma complicação como aquela poderia trazer ao casal de amigos. Se sua Valentina tivesse qualquer problema, eles entrariam em desespero.

- Neal! – Peter chamou logo após avistá-lo. – Podemos ajudar em alguma coisa?

- Oi. Na verdade não. A equipe médica não autorizou a ninguém entrar. Então eu estou aqui, sem poder fazer nada.

- Qual o diagnóstico? – Ell perguntou.

- Descolamento da placenta. Mas ainda averiguam a gravidade. – Ele passou as mãos pelos cabelos já emaranhados. – Se não estabilizar, farão uma cesárea de emergência.

Mozz, Peter e Elizabeth sabiam o quanto aquela situação trazia a Neal lembranças ruins. Ele já tinha passado por tudo isso e, no caso de Lis, a cesárea de emergência não teve final feliz. Por traz daquela frágil tentativa de manter o controle, Neal estava com medo de perder mais uma filha.

Porém, todos estavam enganados. Não era uma tentativa de manter uma falsa frieza. A dor por Lis o tornara mais frio. Nada poderia machucar mais. E algo lhe dava a fé necessária para acreditar na sobrevivência de Helen. Àquela tragédia passada também lhe tornara mais forte e decidido a tomar a frente das próprias decisões. Dessa vez, não autorizaria a cesárea sem a certeza da sobrevivência da filha. Dentro da mãe ela estava protegida. E Rachel estava bem, estava consciente, segundo a médica.

- Drª Laura! – Gritou ao ver a medicar surgir nas imensas portas da emergência obstétrica. – Posso ver minha mulher?

- Daqui a alguns minutos. Primeiro vamos conversar. Venha comigo.

Nervoso, Neal não estava disposto a ouvir nada antes de deixar clara sua posição.

 - Não será feito parto sem a autorização de minha esposa. Não cometerei esse erro novamente. Minha filha...

- Acalme-se, Neal. Sua esposa está acordada e já ameaçou minha equipe de coisas bem desagradáveis caso alguém aproxime um bisturi de seu ventre antes de Helen nos dar sinais de que deseja vir ao mundo.

Diaba Ruiva: Passado ReveladoLa tua prossima ossessione. Scoprilo ora