Capítulo vinte e três.

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Oii!
Penúltimo capítulo!

Boa leitura!

Olhei naquela direção e vi Lauren sentada, encolhida em um canto, abraçada aos joelhos. Corri me abaixando em sua frente e foi então que vi, mais uma vez, lágrimas saindo de seus lindos olhos.

— Amor, você tá bem? – os braços trêmulos circularam meu pescoço me puxando sobre si entre fortes soluços. – Laur, fale comigo, por favor! Cade o covarde? Ele te agrediu? – antes de responder, Lauren nega, segurando meu rosto com as duas mãos. — Eu sabia que não deveria ter deixado isso acontecer, eu sabia!

— Ele sabia, Camz. Sabia que estaríamos todos aqui. Disse que estava enviando aquela foto da casa da Any para o meu pai.

— Calma, Lo. Nós vamos dar um jeito. Podemos dizer para o tio que é photoshop e...

— Espere! – Dinah interrompeu o que Normani dizia, essa que apenas tentava, a todo custo, consolar a amiga. – O que ele disse, Lauren?

— E-Ele não apareceu. Só enviou mensagens. Disse que éramos muito idiotas por acharmos que cairia em uma armadilha feita por crianças.

— Pois se esse coiso acha que nos demos mal, idiota é ele.

— Como assim, Dinah?! Não está vendo que não adiantou nada? – Mani perguntou já se alterando. Eu também não havia entendido o raciocínio e a olhei de cenho franzido.

A loira olhou para os lados e cochichou:

— Isso tudo foi um teste.

— Teste de que?

— Mani, pensa bem. Ninguém, além de nós, sabia que a Lauren não viria sozinha. Ou seja, isso prova que qualquer um de nós pode ser "ele".

Mani arregalou os olhos, e eu, bem, engoli seco ao perceber a ficha caindo.

Droga, claro que Demetria não se envolveria em algo do tipo. Shawn estava comigo no outro dia que chegou mensagem no treino. Não seria possível que Luís estivesse por trás disso tudo, ou seria?

Achei melhor guardar para mim esse pensamento, pelo menos por enquanto, se as meninas descobrissem que contei para a professora o que estava acontecendo, desconfiariam até dela e me matariam, por certo. Principalmente Lauren, que não confia nem um pouco nela.

— Pode, inclusive, ser o Luís. Não precisaria que alguém o avisasse que viríamos. Antes de vir para cá, pode ter ficado de vigia para confirmar se a Lo viria sozinha mesmo. – Louis concluiu.

— Você pode ter razão. – Dinah concordou quando Keaton apareceu. – Por que demorou tanto?

— Desculpem, o treinador veio com um cara, parece que é olheiro de uma universidade e não parava mais de falar, saí de fininho. Desculpem mesmo o vacilo... – se justificou coçando a nuca. – Cadê os meninos?

— Não estão com você?

— Sim e não, não os vi depois que o treinador me parou.

— Tudo bem. Não aconteceu nada mesmo. Vamos, Lo. Vamos embora. – A ajudei se levantar e fomos para o carro.

Dinah foi com Normani e, Lauren comigo. O caminho até em casa foi em silêncio. Ao chegarmos, me desculpei com as duas e pedi para deixar a noite das meninas para um outro dia. Não estava com cabeça para diversão naquele momento. Só queria ficar em paz e pensar em alguma coisa que pudesse resolver logo esse problema todo.

Assim que entramos, encontrei minha mãe na sala vendo tevê. Ela se assustou ao ver minha namorada com os olhos vermelhos e se levantou fazendo um milhão de perguntas.

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