Pretty Please

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Eduarda Hippler
(Música do capítulo: Pretty Please — Dua Lipa)

O gosto dos seus lábios era puramente de paixão ardente. Estávamos queimando tanto uma pela outra que nem a chuva conseguiu deixar-nos molhadas e com frio.

Sua língua se entrelaçava na minha com uma mistura de saudade e amor que estava guardado a sete chaves. Eu já sentia falta de algo que mal tive e precisava ter verdadeiramente naquele momento.

Ela havia testado minha paciência, me levado a um misto de emoções. Não era possível acreditar que estávamos gritando uma com a outra há cinco minutos atrás e agora tentávamos alcançar o quarto.

Minha mente estava a mil, e só ela poderia me ajudar a desacelerar.

Com a mão na minha cintura, empurrou nossos corpos para dentro, continuando a atacar meus lábios. Eu tentava nos levar até a cama mais próxima, mas ela me virava e me beijava.

Naquele momento, não nos importávamos se estávamos molhando a casa toda, eu só queria saber de aliviar minha tensão, precisava de suas mãos em mim.

Com muito esforço, chegamos ao meu quarto, o mais próximo da sala. Ela fechou a porta com o pé, de maneira desesperada.

Minha relação com a Sofia era assim. Altos e baixos. Toda a raiva que eu senti dela nesses últimos dias, eu gostaria de descontar ali.

Alcançamos a cama. Ela deitou por cima de mim,  começando a espalhar beijos por todo meu pescoço descoberto. Tombei a cabeça para trás, para que pudesse ter mais acesso. Quando seus beijos desceram, senti todo meu corpo arrepiar.

Ela puxou para cima, em câmera lenta, seu cropped e eu pude observar essa visão. Sofia de sutiã. No meu quarto. Na minha cama. Me beijando. Ela era tão deslumbrante que parecia uma mansão com vista.

Encarei aquela visão por alguns segundos, tentando decorar e deixar para sempre registrado na minha mente aquilo.

Às vezes, antes de dormir, eu pensava se ela já tinha sonhado comigo. Às vezes, quando eu olhava em seus olhos, fingia que ela era minha e naquele momento ela seria, nem que por poucos minutos, seria só minha.

Espera. Não.

— Sofia — Chamei sua atenção enquanto chupava meu pescoço. Me encarou confusa — Para, por favor.

— O que foi, bê? — Levantou o olhar — Eu fiz algo errado? — Perguntou com receio.

— Sim. Quer dizer, não. A situação está errada. — Ela se sentou sobre meu quadril, enquanto me encarava com uma expressão de dúvida.

— O que? Por quê? Você não quer fazer isso?

— Não é isso, eu quero. Quero muito. Mas eu quero fazer isso quando tiver a plena certeza que você é só minha. E nós sempre fazemos isso, Sô. Brigamos e depois nos beijamos ou fingimos que nada aconteceu. — Passei a mão por seus braços para tentar amenizar a situação.

Estava sendo difícil tê-la ali sem camiseta e não poder me deliciar nos seus seios. Oh, vida cruel.

— Tudo bem, você está certa. Desculpa. — Ela saiu de cima de mim, envergonhada, buscando por seu cropped.

— Será que podemos conversar civilizadamente? — Perguntei olhando-a, enquanto se vestia. 

— Sim, podemos. — Se sentou na cama — Eu, primeiro, quero te pedir desculpa. Eu realmente pensei só em mim, nos meus sentimentos confusos quando voltei com ele. Eu não estava pensando em você, em nós, na nossa situação geral. Eu tive medo.

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