Call It What You Want

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Sofia Santino
(Música do capítulo: Call It What You Want — Taylor Swift)

Meu amor era lindo como um sonho. Eu não tinha vergonha de dizer isso em voz alta. Poderia gritar para todos ouvirem a beleza que existia na Duda.

A cama que dividíamos era pequena, mas nos juntamos tanto no meio da noite que até sobrava espaço. Por isso, não nos importamos de dormir juntas e nem incomodamos a vizinha, pedindo colchão emprestado.

Era o nosso último dia em Recife. Havia passado tão rápido que estranhei quando minha mãe nos acordou cedo, — oito e meia — dizendo que o café estava pronto e que iríamos nos atrasar.

Ela sabia da surpresa que eu tinha preparado para a Duda.

Iríamos viajar para Japaratinga, sozinhas, pela primeira vez. Não tinha nem ideia do que poderíamos fazer com tanto tempo livre.

Eu sei que moramos juntas, mas é diferente quando se viaja, parece que o desejo aumenta mais.

Já estava com saudade dos nossos beijos prolongados. Era impossível ter um momento íntimo naquela casa com tantas pessoas querendo nos visitar a todo instante.

Mamãe nos fez um café coloquial como despedida, e já estava tentando controlar algumas lágrimas teimosas que insistiam em cair. 

— Calma mãe, eu não vou demorar a voltar. — Falei dando um abraço de lado nela.

— Eu sei, minha filha, mas a saudade aperta demais meu peito. Ah, agora vou sentir falta de vocês duas! — Puxou Duda também, e nos deu um abraço em família.

— Ei, você já está amando mais a Duda do que eu. — Reclamei brincando.

— Claro. Você não me deu um par de brincos da Pandora. — Ela disse, mostrando suas argolinhas douradas que ganhou de presente.

Samanta não estava na cidade, por isso, tivemos que ir de carro de aplicativo até o local da surpresa.

Depois que tomamos café, guardamos nossas coisas, nos despedimos — minha mãe chorou muito — e pedimos o uber.

— Sofi, não foi esse caminho que fizemos para vir do aeroporto. — Duda constatou quando já estávamos há uns quinze minutos na estrada.

Era a hora.

— Dudis, eu quero que você use essa venda, porque eu tenho uma surpresa. — Tirei um pedaço de pano preto do bolso da calça. Ela me olhou um pouco amedrontada com o que estava por vir.

— Deveria ter medo? — Perguntou, virando-se de costas para mim — Estou nervosa.

— Relaxe, confie em mim. — Amarrei a venda sobre seus olhos e disse, tentando fazer com que relaxasse.

— Eu confio em você.

— Então não precisa ter medo.

Estava ansiosa para sua reação diante ao que havia preparado. Acho que demorou

— Sofia Santino! Me diz onde você está me levando, estou começando a ficar com medo!

— Calma vidoca, você não confia em mim?

— Confio mais do que tudo na minha vida, mas estou ansiosa.

— A sua sorte é que chegamos. — Abri a porta do carro para ela descer e a guiei até onde estava a surpresa.

Pedi para que o motorista nos levasse até perto dos cais, para que ela não sentisse a areia e nem desconfiasse de nada.

— Taram! — Disse animada, puxando sua venda.

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