Tudo Que Você Quiser

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Sofia Santino
(Música do capítulo: Tudo Que Você Quiser — Luan Santana)

Estávamos, infelizmente, de volta para São Paulo.

Já podia sentir meus pulmões fortemente devido à poluição e meus ombros queimarem por conta da minha negligência em não passar protetor solar.

Antes de sairmos, Duda brigou comigo quando eu reclamei, tal qual uma mãe, mas depois passou hidratante e deu beijinhos onde estava vermelho.

Como era estranho pensar que na nossa ida as coisas eram diferentes e agora tudo estava tão bom. Naqueles dias, eu acordava pensando nela, temendo que em uma fração de segundo, nosso mundo iria desabar. Mas agora, aquele vazio havia me abandonado.

Eu estava na janela. Assim que entramos no avião, tirei uma selfie de nós duas e postei, avisando que estávamos, finalmente, voltando.

Acho que os fãs ainda não assimilaram a realidade que realmente namorávamos. E nem nossos amigos, aparentemente.

Segundos após o post, mensagens encheram minha barra de notificações.

Mansão Hype Casa 2.0

Caicka: As sapatonas finalmente vão voltar?

Minha Dudoca: Tem que voltar uma hora, né.

Pablito: Cansaram de bater bife na praia e agora vão bater bife em casa.

Gabs: Eu nunca mais piso na casa daquelas duas, vai ser cheiro de buceta para todo lado.

Minha Dudoca: Que cheiro de buceta, Billie, teve xota no almoço?

Lusca viado: Aff, e onde vão ser os nossos esquentas?

Minha Dudoca: Vocês não tem casa não?

Caicka: Não?

Calma galera, depois que eu e a Duda transarmos, eu limpo a casa.

Digitei e enviei sorrindo. Duda me olhou rindo também.

Marquita: Que nojo.

Caicka: Então já limpa agora, porque amanhã vamos aí. 

Minha Dudoca: Vão?

Gabs: Vamos!

— Você ainda pensou que eles não iriam? — Perguntei para ela, assim que desliguei o celular e coloquei no modo avião.

— Na verdade, não. Me surpreende eles não querem ir hoje.

O avião começou a subir. Duda pegou seu fone bluetooth, me deu um lado e colocou música para nós ouvirmos.

Deitei a cabeça no seu ombro e provavelmente dormi, porque quando acordei, Duda estava me cutucando, dizendo que era hora de ir embora.

*

— Amor, que dia podemos marcar para ir pra Santa Catarina? — Duda me perguntou, de dentro do banheiro.

Havíamos chegado de viagem há um dia e os meninos iriam vir aqui em casa, como era tradição.

— Santa Catarina? Pra quê? — Perguntei de volta, sem desviar atenção do celular. Eu estava com uma xícara de café na mão e o celular na outra, sentada no sofá.

— Minha mãe tá insistindo que você vá. — Ela veio até a sala, para conversarmos melhor.

— Ah, vida, não sei. — Falei manhosa — Preciso mesmo ir?

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