Partilhar

1.3K 112 638
                                        

Eduarda Hippler
(Música do capítulo: Partilhar — Rubel, ANAVITÓRIA)

Adorava o jeito que ela soava de manhã. Adorava sua cara de sono e sua voz manhosa.

— Sei que é besta, — fazia carinhos leves no seu rosto — mas estou feliz por passar o Natal só com você. — Eu disse sorrindo.

— Por que seria besta?

— Porque já passamos outros natais juntas.

— É verdade, mas nunca estive tão feliz igual estou agora. — Sofia respondeu sorrindo. Toda vez que ela sorria, eu sorria.

— Eu também. — Disse pegando sua mão e depositando um beijo ali.

— E o que vamos fazer nessa semana de Natal, amor?

— Na semana eu não sei, mas agora, eu tenho uma ideia. — Eu disse, cheio de segundas intenções.

— Ah, é? E que ideia seria? — Ela prontamente entendeu o recado e respondeu da mesma maneira.

A olhei sorrindo maliciosamente. Ainda era cedo, ainda estávamos com bafo matinal, mas eu definitivamente não me importava. Ela estava deitada de barriga para cima; levantei o tronco e apoiei no meu braço esquerdo. Tracei, lentamente, uma linha imaginária com a mão direita, do seu rosto até a gola de sua camisola.

Comecei a desabotoar os botões de seu pijama de cetim devagar, provocando ela enquanto encarava no fundo de seus olhos com as pupilas dilatadas.

Abri os botões da camisola até o meio do abdômen, que já deu espaço suficiente para eu acessar seus maravilhosos seios.

Sou cem por cento petista. Amo peitos.

Dei um selinho nela antes de descer lentamente com beijos molhados até seu tronco. O cheiro matinal que exalava do seu corpo deixava tudo melhor.

— Puta que... — Sofia xingou alto, fazendo com que eu parasse de chupar seu peito e a olhasse com dúvida. Não entendi o porquê do xingamento.

— Meu Deus! — Alguém exclamou chocada. Nenhuma de nós duas havia mexido a boca e eu conhecia aquela voz.

Quando olhei para trás, vi a figura da mulher que havia me dado luz.

— Mãe?! — Praticamente gritei assustada quando vi que ela estava parada na porta, nos olhando com os olhos quase saltando para fora.

O meu grito fez com que ela acordasse e batesse a porta com tudo.

— Ai, merda! — Reclamei me sentando na cama. Como, quando e por quê minha mãe estava ali?

Sofia não tinha cor alguma em seu rosto, estava branca tal qual um papel, parecia prestes a desmaiar. Em um choque de realidade ela se sentou na cama e me olhou com uma expressão de desespero.

— Eduarda, pelo amor de Deus. Você sabia que ela iria vir? — Perguntou aflita,  com a voz trêmula de nervoso.

— Não, Sofia! Estou desesperada tanto quanto você.

— Meu Deus, eu quero morrer. — Se levantou da cama — Eu nunca mais vou sair desse quarto.

Começou a andar de um lado para o outro pelo cômodo, quase fazendo um buraco no chão.

— Calma, vida, não foi nada de mais. Eu acho. — Sussurrei a última parte apenas para mim ouvir.

— Nada de mais? — Parou na minha frente, colocando a mão na cintura — É a primeira vez que ela me vê e você estava literalmente chupando meus peitos, às dez da manhã. É o fim dos tempos.

So High School Onde histórias criam vida. Descubra agora