Lisboa

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Sofia Santino
(Música do capítulo: Lisboa — ANAVITÓRIA)

Aquilo era real, ela disse o que eu queria ouvir. Ela disse sim.

Não que eu tivesse duvidado em algum momento que ela iria recusar, mas continuava sendo surreal acreditar que era a minha namorada agora.

A surpresa que estava planejando há alguns dias havia dado certo da melhor forma possível.

Quem era o colega que me ajudou? Boa pergunta!

Horas mais cedo, havia ido à locadora de carros para o encontro de mais tarde que eu estava planejando. Por ironia do destino, reencontrei um colega de escola e contei meus planos. Ele disse que poderia me ajudar se eu quisesse e aceitei; toda ajuda era bem-vinda.

Talvez eu estivesse um pouco desesperada, talvez muito, para contar tudo para um quase desconhecido.

Claro que se estivéssemos em São Paulo, os meninos que me ajudariam. Mas como não tinha eles, poderia aproveitar da boa vontade do João.

Comprei todas as coisas que iria usar, lhe entreguei e ele montou tudo perfeitamente, como imaginei.

As alianças, eu já estava planejando desde o momento em que pensei em vir para Recife. Caick me ajudou a escolher o modelo, porque havia ficado em dúvida entre dois. Encomendei pela internet para retirar na loja de lá. O timing havia sido perfeito e Duda não desconfiou um segundo sequer.

Eu iria esperar até o nosso último dia, mas foi impossível aguentar de ansiedade. No terceiro dia, eu já resolvi pedir.

Não sei como consegui dizer todas aquelas coisas. Meu coração quase saiu para fora em cada palavra proferida, mas havia valido a pena. Foi difícil também aguentar o segredo até às 4:47.

Duda tinha me contado sobre esse filme há anos. Eu sabia que ela era super fã da dupla, — inclusive quem sabe não levo ela a algum show? — e sempre ouvi falar sobre esse horário em específico. Acho que é um sonho de todas as fãs delas serem pedidas ou ouvir uma declaração naquele horário.

Não poderia estar mais feliz.

Duda e eu decidimos, — ela decidiu, eu obedeci — que não iríamos dormir e que iríamos direto para praia. Fomos para casa apenas para nos trocarmos e voltamos. Ela me ajudou a recolher as coisas também.

Ainda bem que havia deixado uma cesta de piquenique ali, porque facilitou muito o transporte das coisas até nossa hospedagem.

Estávamos de volta à praia, depois de três meses, mas a situação era completamente diferente. Talvez as sensações que eu estava sentindo eram as mesmas, o arrepio e o nervosismo por estar na presença da Duda, mas ali estávamos juntas, verdadeiramente juntas. Estranho pensar que três meses atrás tudo era diferente.

Alugamos uma mesa e duas cadeiras enquanto a praia ainda estava vazia.

— Amor, passa protetor em mim? — Pedi entregando o protetor na sua mão.

— Estou tendo dejà vu. — Disse rindo, colocando o celular sobre a mesa e pegando o recipiente.

— Eu também. Foi difícil resistir a você naquele dia. — Falei nostalgica, lembrando da tortura daquele dia.

— Eu sabia que não estava ficando maluca. Você foi maldosa em pedir isso para mim. — Disse, se pondo atrás de mim. Começou passando no ombro, espalhando uma quantidade significativa ali.

— Fui é? — Perguntei sarcástica.

— Foi. Eu ouvi você arfar cada vez que encostava em você.

— Eu fiz isso mesmo, foi meio que involuntário. Mas olha você também, amor. — Virei para lhe olhar de cima a baixo, mexendo minha mão conforme olhava.

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