Desesperada por uma oportunidade profissional sólida, Candice decidiu se reinventar... como babá? Às vezes, nos vemos em papéis que não imaginávamos, mas é nesses momentos que a vida nos reserva as maiores surpresas.
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As crianças vão passar o dia com Daniel, Phoebe e Rachael. Pelo que parece, vão aproveitar a manhã na piscina e, à tarde, irão para a cachoeira aqui perto.
Mas aí temos a Nina, que convenceu a todos a fazermos uma trilha! Adultos que não estão acostumados com o mato, simplesmente no meio de uma floresta, fazendo trilha... Eu não estava muito animada com essa ideia. Até porque, podem precisar de mim para qualquer coisa. Mas Ian e Nina conseguiram me convencer. Eles são tão insistentes que até combinam. Ontem à noite, Nina me deu uma bolsa cheia de roupas novas que ela disse ter ganhado: tinha biquíni, vestido, calças jeans, legging e até roupa apropriada para andar no mato. A verdade é que eu morro de medo de aranhas e abelhas – bichos que facilmente encontramos no meio da floresta, então, não.
— Parece que você ainda está decidindo se vai ou não — disse Ian, sentando-se ao meu lado enquanto eu tomava um café puro.
— Eu disse que vou, não costumo desistir.
— Se ficar com medo de alguma coisa, eu estarei lá — disse ele, pegando minha mão e entrelaçando nossos dedos. Assenti com um sorriso. Nina, que passava por nós e observou nossas mãos, pareceu um pouco chateada, ou talvez tenha sido impressão minha. Ontem eles trocaram algumas palavras... Será possível que ela está interessada nele?
Afastei esse pensamento e me levantei para pegar uma bolsa com tudo o que disseram ser necessário. Pérsia parecia empolgada ao lado do Joseph, sempre perguntando se ele a protegeria, e ele sempre afirmava, mas me lançava olhares como se quisesse dizer algo. Depois, apenas fingia que isso não o afetava e seguia em frente. Dei tchau para os meus meninos e me juntei ao grupo para começar a trilha. Eu era a última da fila; havia troncos de árvores, folhas pelo chão e o barulho dos insetos era inconfundível. Logo percebi que estava ficando muito para trás. Éramos cinco, mas parecia que éramos quatro, já que ninguém notou minha ausência, que droga! Paul e Nina estavam entretidos em uma conversa, e Pérsia falava sem parar – claro que ninguém iria perceber que eu havia ficado para trás.
Simplesmente me sentei em um tronco, pensando em voltar pelo caminho de onde vim, mas percebi que nem mesmo sabia o caminho de volta. Estou me odiando nesse exato momento! Nunca prestei atenção nas instruções das guias quando estava em acampamentos. Também nunca achei que precisaria.
Fiquei ali, uns vinte e cinco minutos, pensando no motivo de ter aceitado fazer essa trilha maldita. Então alguém se sentou ao meu lado.
— Cheguei a tempo ou você já se perdeu? — Era o Ian. Sorri ao ouvir sua voz.
— Dá para perceber que estou perdida, não dá? — perguntei, e ele sorriu.
— Parece que você foi deixada para trás. — Ele disse, se levantando e estendendo a mão para mim. — Vamos alcançá-los, conheço um atalho.
— Se nesse caminho tiver aranhas, eu desisto! — Ele apenas balançou a cabeça.
— Aranha não, só tarântulas — Fiquei muda, e minha expressão entregou o susto, porque ele começou a rir. — Brincadeira, não tem nada disso.