Desesperada por uma oportunidade profissional sólida, Candice decidiu se reinventar... como babá? Às vezes, nos vemos em papéis que não imaginávamos, mas é nesses momentos que a vida nos reserva as maiores surpresas.
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Nossos olhares se encontraram, e o azul de seus olhos era como paraíso na terra, como ondas calmas, como o céu ao meio dia, como as cascatas de água corrente. ela sorriu involuntariamente.
— Vamos, para pegarmos o horário do almoço. — disse Persia.
— Que tal pescar nossa própria comida — disse a amiga louca da Candice
Candice parecia querer fuzilar com o olhar.
— Chega das suas ideias Nina, vamos voltar que é melhor — disse a loira se levantando e vestindo a blusa por cima do biquíni que comprei. Ela tem um lindo corpo, não posso culpar o Ian por estar afim dela, Candice é linda e encantadora, impossível não se encantar.
Voltamos todos em um clima animado, depois de uma hora e meia já chegamos em casa. Vi que meus filhos não estavam, fico feliz que Danielle tenha saindo com seus irmãos, agora só fica no celular. — Os adolescentes de hoje não sabem mais o que é brincar ou ficar longe das telas. — pensei.
Todos foram tomar banho e fiz o mesmo em uma boa água gelada, vesti um short moletom cinza e uma blusa preta.
A tarde foi tranquila, bebemos algumas cervejas, conversamos sobre jogos e sobre as férias que estávamos precisando, as mulheres estavam lá fora. Nina e Persia estavam bebendo, mas a Candice não. Acho que ela não é muito forte para bebida e por isso, preferiu não beber na viagem.
enquanto conversávamos, vi a Danielle chegar, ela parecia brava. Não falou com ninguém e subiu batendo o pé.
Olhei para meus amigos e me levantei, logo vi que a Candice estava indo lá também, subi logo atrás dela. O que será que aconteceu?
Candice bateu na porta: uma, duas, três vezes e nada dela aparecer. Então abri, Candice me olhou de soslaio me repreendendo, por não respeitar o espaço dela. Mas ela é uma adolescente que tem que entender que quem manda são os pais, Candice quer ser amiga dela: ok. Mas ela precisa ainda sim, me respeitar como pai e separar uma coisa da outra.
— O que ouve Filha? — perguntei e ela continuou a me evitar. Respirei fundo e a loira colocou a mão em meu braço me pedindo calma.
— Danielle, quer conversar um pouco?
Minha mais velha pareceu pensar a respeito e então se virou com os olhos inchados. Andei até ela e coloquei a mão em seu rosto.
— Porque estava chorando minha pequena. — disse aflito
— Por nada pai — falou me abraçando — Você vai nos entregar para vovó?
Eu não assimilei a pergunta tão rápido, e então me lembrei da maldita conversa com a mãe da Emily e respirei fundo.
— Não meu amor, isso foi uma confusão — ela saiu do abraço e me olhou — Eu estava em um péssimo momento, achei que não conseguiria cuidar de vocês, além de que não estavam se adaptando a nenhuma babá. Eu estava com medo, com medo de ser um péssimo pai, não queria que vocês tivessem o exemplo que eu tive, mas sem sua mãe aqui para me explicar, o que fazer, o que falar, foi difícil.