virgem.

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VENDIDA AO DONO DO MORRO.

POV MARÍLIA.

Passei a manhã inteira no mundo da lua pensando naquele beijo que o Henrique me deu, eu tô tentando tirar esse acontecimento da minha cabeça mais é impossível já que a todo momento minha mente faz questão de me lembrar de como o gosto dele é maravilhoso e como ele tem uma língua experiente que sabe exatamente como deixar um beijo gostoso. Tava sentada no sofá imaginando como seria receber outro beijo daquele quando sou tirado dos meus pensamentos com Maiara gritando o meu nome me trazendo de volta a realidade.

Marília: que foi doida? ( falei olhando pra ela).

Maiara: Lila aconteceu algo entre você e o Ricely? Cê tá no mundo da lua a manhã toda ( questionei e seu rosto já entregava a resposta) não adianta mentir, sua cara te entrega.

Marília: Tá, Mai olha ele me beijou hoje de manhã mas foi só isso ( falei tentando fazer parecer que pra mim não foi nada demais).

Maiara: ele tá caidinho por você mas ele tem aquele jeito dele de que não se apega e nem tem relacionamento com ninguém então não quero que se machuque ( falei sincera) o Henrique ele não se abre facilmente.

Marília: ele não sente nada por mim, só faz um mês que ele convive comigo, além disso eu não sou nada além de um pagamento de dívida. E não se preocupe, eu não sinto nada por ele ( menti na cara dura).

Maiara: ele sente alguma coisa por você ( olhei nos olhos dela) querendo ou não com a convivência e principalmente dormindo junto na mesma cama cês acabaram criando alguma coisa mesmo que não admitam.

Marília: olha vamos almoçar antes que cê crie uma teoria mas bizarra ainda.

Ela revirou os olhos e fomos e fomos pra sala de refeições. Almoçamos com as meninas e passamos a tarde assistindo série já que elas me falaram que quando os meninos saem pra essas missões com cargas o melhor é não se colocar em perigo. A noite eu subi pra tomar um banho e tentar relaxar, eu realmente não sei como as meninas conseguem lidar tão bem com essa situação já que eu tô preocupada com o Henrique e com o Juliano pois sei o quanto deve ser arriscado essas coisas. Demorei bastante no banho, me troquei e desci novamente pra ficar com as meninas, os meninos sempre deixam alguns vapores ao redor da casa, nada que atrapalhe nossa privacidade é claro mais é melhor pra nossa segurança. Jantamos e decidimos assistir um filme acabamos assistindo mais de um e quando vimos já era 2 da manhã, as gêmeas dormiram no sofá, peguei um cobertor e cobri elas indo pra cozinha com Mohana que agora sim parece preocupada já que normalmente esse é o horário que eles chegam quando saem logo pela manhã.

Mohana: eles tão demorando hoje ( falei sentando no banco do balcão e Marília sentou do meu lado) cê não acha?

Marília: sim, confesso que tô preocupada e por incrível que pareça é com os dois mesmo o Ricely não merecendo.

Mohana: cê gosta do Henrique né? ( Falei com um sorriso leve) Consigo ver isso nos seus olhos.

Marília: eu não quero me machucar Moh ( falei baixo) o Henrique nunca mudaria o comportamento por ninguém, ainda mais por mim que entrei na vida dele de um jeito nada agradável e tem a questão de ele ter me aceitado como pagamento de uma dívida e me tratar como se eu fosse uma propriedade dele não sei se sinto realmente alguma coisa ou se eu tô loca ( falei rindo) só a minha mente perturbada pra se apaixonar por um homem que praticamente me comprou.

Mohana: eu te entendo deve ser difícil ainda mais começar a sentir alguma coisa por alguém só com um mês de convivência ( peguei em uma de suas mãos demostrando meu apoio) eu também fiquei com medo com o Juliano, eu sentia uma insegurança absurda.

vendida ao dono do morro.Histórias para pegar e não largar. Descubra agora