porto seguro.

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VENDIDA AO DONO DO MORRO.

Henrique: você quer ver eles? ( Pergunto pra ter certeza).

Marília: sim.

Entramos na sala e os meus pais me olharam com um olhar de desprezo eles não se importam comigo, meu pai me olhou de cima abaixo antes de falar alguma coisa.

Mario: você ainda tá viva garota?

Marília: não era o que vocês queriam, mas sim eu to bem e viva.

Ruth: virou mulher de traficante? Sabia que chegaria a esse nível.

Marilia: cala essa boca vocês que me venderam sem dó e nem piedade então não me julguem por nada e nem me olhem com esse olhar.

Mário: eu sabia que você era uma vagabunda foi rápida pra se entregar a esse traficantizinho, qual é se soubéssemos que ele aceitava sexo por mercadoria teríamos te usado como a puta dele e não te trocado pela dívida.

Henrique: você não vai falar assim da minha mulher não na minha frente porra (falei me estressando e dando um soco na cara dele) lavem a boca pra falarem sobre ela.

Marília: mata eles de uma vez eu não me importo.

Sai com o coração despedaçado eu não sei o que fiz de errado com eles pra que nenhum dos dois sintam nada por mim, eles simplesmente não sentem remorso pelo o que fizeram comigo, tudo bem que o destino fez com que eu me apaixonasse pelo o Henrique e ele por mim mais isso não muda a merda que eles fizeram. Ouvi dois disparos e fechei meus olhos me odiando por me importar e odiando essas merdas de lágrimas que rolam pelo meu rosto e essas lágrimas não são por amar eles são por uma dor que eu deveria ter me permitido sentir no dia que me venderam como se eu fosse um objeto. Sinto braços ao meu redor confortando meu corpo com carinho.

Henrique: eu não matei eles loira ( depositei um beijo em sua cabeça) precisei dar um susto neles mais os tiros não vão ser fatal.

Marília: deveria ter feito o que era preciso.

Henrique: eu não gosto de te ver assim ( viro seu rosto pra mim olhando em seus olhos) não é errado sentir o que tá sentindo, eu odeio te ver desse jeito por causa deles mais não posso mandar no que sente, meus vapores vão mandar eles pra longe e nunca mais vai precisar ver eles ( beijo seus lábios com carinho).

Marília: desculpa (falei me agarrando nele e chorando mas ainda) eu não queria ser um problema pra você.

Henrique: você é tudo menos um problema loira ( dói outro beijo) vamos sair um pouco você precisa se distrair vamos na praia pra um lugar mas vazio e tranquilo.

Marilia: a gente não pode deixar tudo assim principalmente você sei que tá cheio de correria pra resolv.... ( Ele me cala beijando minha boca).

Henrique: só vamos sair um pouco o nim cuida da boca e Maraisa cuida da valen.

POV HENRIQUE.

Eu sabia que esses filhos de uma puta iriam deixar minha loira mau e só de ver ela chorando me dá vontade de atirar na cabeça de cada um e mandalos direto pra o inferno mais não posso sei como Marília se sentiria e não quero ela com nenhum peso. Peguei um de meus carros e fomos pra praia em uma parte mais tranquila e vazia, ela respirou a brisa da praia e fechou os olhos ficando parada, abracei ela por trás beijando seu pescoço.

Marília: obrigado por ser o meu porto seguro.

Henrique: você também é o meu então é uma troca justa (falei apertando ela com carinho) não sabe como é pra mim resolver as merdas envolvendo as drogas minha cabeça fica a mil porém é só chegar em casa e te ver junto da nossa filha que relaxo.

Marilia: eu te amo (virei pra ele dando um beijo) amor eu vou ter que superar que os meus pais não fazem mais parte da minha vida de qualquer forma então por que não matou logo eles? ( Pergunto fazendo carinho em sua barba).

Henrique: eu não quero ser o responsável por isso meu amor, eu sei o quanto eles te magoam mas são seus pais.

Marília: sim eu sei mas eu não quero nunca mas saber deles.

Henrique: tá bom minha loira ( dou um selinho) agora vamos nadar um pouco?

Marília: de roupa?

Henrique: acha que vou correr o risco de alguém ver minha mulher nua? ( Ela rir) eu só quero você sem roupa quando a gente tiver em um lugar privado e sozinhos (ela começou a rir).

Marília: tá vamos logo entrar na água possessivo.

Tomamos banho de mar e foi muito bom, é sempre renovador, ainda mais com a minha loira nos meus braços, bebemos água de coco, e almoçamos juntos em um quiosque que tinha lá não gosto de me expor por aí mais também aproveito a grana que tem com uma vida boa já que o trabalho é perigoso preciso pelo menos aproveitar o que me dá de retorno apesar de saber que essa vida não compensa. a gente ainda tava molhados quando entramos no carro assim mesmo eu queria distrair a Marília e pelo visto tô conseguindo, fui até uma lojinha daquelas caras que ficam perto da praia e deixei Marília no carro comprei várias coisas e voltei com as sacolas colocando no banco de trás e voltando pro banco do motorista.

Henrique: vou te sequestra por hoje minha loira.

Marília: pra onde vamos? To com frio.

Henrique: comprei roupas pra gente e eu vou te levar pra um lugar um pouco longe e provavelmente a gente vai chegar la a noite então vou passar em um supermercado e comprar algumas coisas pra cozinhar.

Marilia: é uma proposta tentadora mas eu posso me trocar no carro Ricelly.

Henrique: a gente passa no posto rapidinho.

Passamos no posto e tomamos um banho no banheiro do posto aqueles banhos rápidos mais que funcionam, voltamos pra o carro passamos no mercado e comprei algumas coisas ela me olha como se eu tivesse maluco inventando essa saída, ela ligou pra Mohana avisando que não vamos voltar hoje e que cuidassem da nossa filha e depois encostou a cabeça no banco e pegou no sono, tô levando a Lila pra um lugar afastado uma chácara que não é tão longe mas era bem afastada de tudo e pelo horário que estamos indo realmente vamos chegar tarde. Quando chegamos no fim da tarde fiquei até com dó de acordar a loira que continua dormindo.

Henrique: amor acorda, chegamos ( falo e ela abre os olhos).

Marília: chegamos? (falei coçando os olhos).

Henrique: sim, chegamos.

Marilia: dormi a viagem toda.

Henrique: é bom que fica bem descansada pra mim (ela sorriu e me beijou).

Marília: safado.

Descemos e eu peguei todas as sacolas travando o carro e entramos, os olhos da mulher ao meu lado brilham vendo a casa e todos os móveis rústicos.

Henrique: eu trouxe cerveja, você quer uma?

Marilia: sim.

Henrique: vem aqui na cozinha comigo (fomos pra cozinha e ela pegou a cerveja colocando o resto na geladeira).

Marília: quer que eu cozinhe?

Henrique: não, hoje você vai ser a primeira a provar minha comida.

Marilia: que honra (falei beijando ele).

CONTINUA.

vendida ao dono do morro.Histórias para pegar e não largar. Descubra agora