anjinho.

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VENDIDA AO DONO DO MORRO.

Tentei manter a calma pra não deixar o Henrique desesperado já que ele tá acordado, pelo menos por fora eu tô parecendo tranquila mais por dentro tô surtando e sinto que não vai demorar pra isso transparecer. Eles deitaram o meu barbudo no sofá, meu coração tá apertado vendo ele com tanto sangue, me aproximei ficando pertinho dele e olhando em seus olhos, ele assim como eu não quero demonstrar a dor que tá sentindo por causa do tiro.

Marília: vai ficar tudo bem Ricely ( falei com a voz trêmula).

Henrique: loira... ( Tentei falar mas ela me impediu).

Marília: shi não fala olha cê tem que ficar quietinho pra guardar forças (eu tava segurando o choro pois não queria deixar o Henrique em desespero mais ver ele assim tá me matando, Maiara e Maraisa chegaram com os matérias pra retirar a bala).

Maiara: Eu só preciso de você Ju, Maraisa e da Lila aqui.

Juliano: escutou? Vai lá pra frente vigia a casa com os outros vapores (o vapor saiu)

Maiara: escuta cê não pode dormir tá ouvindo Henrique?

Maraisa: fica conversando com ele Lila.

Maiara: vai doer pra caralho quando eu começar tirar a bala cê vai precisar ser muito forte.

Juliano: faz logo Maiara.

Henrique: ta bom eu aguento (falei fraco) pode começar.

Marília: cê não pode dormir barbudo fica comigo eu não posso perder você tá me ouvindo? ( O choro veio com tudo) Por favor, seja forte.

Henrique: eu não te trai patricinha mesmo a gente não tendo nada oficializado eu tenho uma coisa com você mais forte do que qualquer outra coisa (Maiara rasgou a camisa e começou limpar antes de tirar a bala) acho que é amor.

Marília: desculpa, eu não confiei em você.

Henrique: nem eu confiaria em mim (a Maiara enfiou o negócio pra tirar a bala e eu gritei de dor mas a Marília segurava minha mão com força) não consigo aguentar.

Marília: a gente tá aqui com você amor calma (a Maiara conseguiu tirar a bala mas tava tentando estancar o sangramento).

Henrique: eu te amo patricinha (falei e não vi mais nada).

Marília: ele desmaiou Maiara (entrei em desespero).

Maiara: tá tudo bem, já consegui tirar a bala e estancar o sangramento agora vamos costurar a Ferida Maraisa me ajuda e você precisa tomar um copo de água e se acalmar, leva ela Ju.

O Juliano me acompanhou até a cozinha e colocou um copo de água pra mim, mesmo sabendo que isso não vai me acalmar já que só vou me sentir completamente calma quando ele acorda e tiver completamente consciente e bem, mesmo assim bebi a água respirando fundo algumas vezes.

Marília: como que ele levou um tiro? ( Perguntei pois quero saber como e quem fez isso com ele).

Juliano: ele só protegeu aquela criança que o vapor trouxe ela tava lá no meio do tiroteio e ia levar um tiro mas o Henrique entrou na frente salvando a vida dela (ela voltou a chorar) calma Lila vai ficar tudo bem o nim é forte e olha ele só falava em você enquanto a gente vinha pra cá ele não chorava e nem gritava de dor ele simplesmente só tava preocupado com você o tempo todo e o responsável por isso já tá morto.

Marília: eu não me vejo sem ele, sei que é estranho mais a gente criou alguma coisa dentro dessa nossa loucura de brigas e provocações.

Juliano: isso é amor eu sei e olha eu tenho certeza que ele também não se vê sem você.

Marília: desculpa por não ter acreditado em vocês, eu fiquei com tanto ciúmes quando vi aquelas fotos.

Juliano: eu vi as fotos e até eu acreditaria, mas você tem minna palavra que não fizemos isso.

Marília: eu sei (ele me abraçou e eu chorei muito ate ficar mais calma).

Juliano: tá mas calma.

Marília: tô sim.

Voltamos para a sala e a Maiara já tinha terminado de dar pontos no ferimento do Henrique que ainda tava dormindo o Juliano levou ele pro nosso quarto com cuidado já que ele tá ferido, a Moh e o João tavam tentando conversar com a garotinha que não tá respondendo nada, o Juliano colocou o Henrique na cama e o João foi embora a criança tava muito assustada as meninas foram tomar um banho já que tavam sujas de sangue, o Juliano tomou coragem e falou com Mohana.

Juliano: podemos conversar Mohana?

Marília: vai lá amiga eu fico aqui com essa princesa linda.

Mohana: tá bom.

Mohana narrando: mesmo relutante eu fui até o quarto que a gente dormia juntos e eu esperei o Juliano primeiro tomar um banho já que ele tava todo sujo de sangue, ele demorou um pouco mais quando saiu já saiu trocado e sentou do meu lado na cama.

Juliano: eu não aguento mais ficar sem você amor acredita em mim eu não te trai, jamais faria isso.

Mohana: eu também não aguento mas ficar longe de você ( admiti).

Juliano: olha essas fotos não mostram a verdade isso foi alguém tentando destruir os nossos relacionamentos.

Mohana: eu acredito em você desculpa.

Juliano: claro meu amor (dei um beijo nela).

Mohana: me ajuda na cozinha todo mundo ta cansado e com fome.

Juliano: vamos la.

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Era uma garotinha tão linda e fofa e eu não sei pôr que essa vontade genuína de proteger e cuidar dela brotou no meu coração do nada. Sentei ela na ponta da cama e comecei falar com ela o mais suave que consegui.

Marília: diz pra tia quantos anos cê tem meu anjinho (ela fez cinco com os dedos) então cê já e grandeee (ela abriu um sorriso pra mim) você tem que falar pra tia te entender tá bom? (ela balançou a cabeça em sinal de sim) ótimo fala pra tia Lila como é seu nome.

Xxx: meu nome é Valentina mas a minha mamãe me chamava de Valen.

Marilia: que nome lindo princesa, agora fala onde tá sua mamãe pra tua saber onde te levar.

Valentina: no céu o meu papai bateu muito nela então ela morreu, minha mamãe me mandou fugir antes de dormir pra sempre mais meu papai conseguiu me pegar e me deixou aqui, eu não quero mais ficar com meu papai tia Lila.

Fiquei uns segundos em choque pois ela nem deve entender muito bem o que tá falando, meu Deus ela tem só cinco anos e o pai teve coragem de fazer uma atrocidade dessas na frente dela e ainda largou a criança em um morro sendo invadido no meio de um tiroteio só pode ser um monstro e se depender de mim esse homem que eu não sei e nem quero ter o desprazer de conhecer não vai mais se aproximar dela, por instinto ou algo assim abracei ela com carinho.

Marília: tá então você confia na tia Lila meu anjinho?

Valentina: sim, você parece com a minha mamãe boa e muito bonita ( falou com ingenuidade).

Marília: (abri um sorriso com o que ela falou) olha você pode confiar em todos dessa casa a gente não vai te machucar ta bom? (ela fez que sim com a cabeça).

CONTINUA.

vendida ao dono do morro.Histórias para pegar e não largar. Descubra agora