é você.

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VENDIDA AO DONO DO MORRO.

POV MARÍLIA.

Cheguei do salão com as meninas e ficamos na sala conversando já que tá quase na hora dos meninos chegarem com o almoço e com a Valentina, quando passaram pela porta eu já sabia que o barbudo tinha esquecido de passar na dona Maria pra pegar a comida, eu não gosto de sobrecarregar ele com coisas como essas pois sei que a cabeça dele já tá cheia com todos os esquemas de armas e drogas que ele tem que resolver na boca mais como ele disse que tava tranquilo pegar a Valen e o almoço achei que fosse lembrar dessa vez mesmo conhecendo o homem com quem eu convivo. Ele me olhou parecendo se lembrar agora do que esqueceu e eu abri um sorriso me aproximando e dando um selinho nele.

Marília: cê esqueceu não foi?

Henrique: rapidinho eu passo la amor.

Marília: eu vou junto.

Henrique: então bora.

Dei um beijo na bochecha da minha filha e sai com o Henrique, fomos na moto dele pra ser mais rápido. Chegamos rapidinho na dona Maria, ela vende comida que por falar em comida é tão boa que dá de dez a zero em muitos restaurantes chiques por aí. Assim que entramos no estabelecimento todos os olhares vieram pra nós dois, dona Maria já nos olhou com um sorriso.

Henrique: manda as marmitas de sempre dona Maria.

Maria: sim senhor e a senhora ta gata em patroa.

Marília: não tanto ( falei com um pouco de vergonha pelo o elogio) obrigada.

Henrique: dona Maria, minha mulher é a mais linda mesmo ( beijei sua boca em um beijo rápido).

Marília: para Ricely ( falei com ainda mais vergonha).

Amanda: então essa é a patroa que todos falam?

Henrique: some da minha frente não te quero perto da minha mulher porra ( falei irritado por a desgraçada ter a audácia de falar com a gente).

Marília: quem é essa Ricely? ( Perguntei confusa com a situação).

Amanda: cê não contou para ela ainda? ( Debochei).

Henrique: já te mandei vazar caralho (ela pareceu um pouco assustada com o grito que eu dei e saiu apressada).

Dona Maria chegou com as marmitas e saímos do estabelecimento, antes mesmo de eu questionar quem porra era aquela o barbudo já se antecipou em falar.

Henrique: loira olha quando voltarmos do jogo hoje a tarde
conversamos sobre isso.

Marília: me fala quem é ela agora ( falei já irritada) não sou idiota porra.

Henrique: ela é a Amanda (ela ficou em silencio) mais ela não significa nada pra mim.

Não respondi. Subimos pra casa com o almoço e eu não falei nada durante a refeição inteira, minha cabeça tá criando paranóias e cenários onde o Henrique ainda ama aquela mulher, eu lembro de quando descobri sobre ela, ele delirava chamando pelo nome dela e quem me garante que ainda não sente alguma coisa por ela? Passei o dia aérea até a hora de se arrumar pro jogo dos meninos, tentei caprichar o máximo que pude pra ficar bonita.

Saímos todos juntos de casa e assim que chegamos lá os meninos já entraram em campo, eles gostam de jogar e quase sempre venho ver o jogo junto com as meninas, o Henrique gosta tanto de futebol que ele mesmo pagou todo o orçamento pra construir o campo e a arquibancada o que é bom prós moradores. Me deu vontade de ir no banheiro então eu fui sozinha mesmo já que ia se rapidinho, faço xixi e assim que saio da cabine a tal da Amanda tá no banheiro, só pode ser brincadeira mesmo ter que lidar com essa mulher.

vendida ao dono do morro.Histórias para pegar e não largar. Descubra agora