Katrina Madson Jenner é a primeira modelo intersexual a se tornar uma das Angels da Victoria's Secret e a modelo mais bem paga do mundo, com um patrimônio líquido que a coloca entre as cinco mulheres mais ricas do planeta.
Em busca de um respiro da...
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Desembarcar no Brasil trouxe uma onda de nostalgia misturada com ansiedade. Axel estava encantado com tudo, mesmo sendo algo tão simples quanto o aeroporto e as placas em português. Ele parecia se agarrar à novidade como quem se prende a algo seguro, o que, no caso dele, significava não soltar do colo da Katrina nem por um segundo. Enquanto ela andava de um lado para o outro com ele no colo, eu observava as pessoas ao nosso redor. Axel parecia ser o centro do universo dela naquele momento, e isso me fazia sorrir, mesmo que minha mãe estivesse prestes a me fazer querer gritar.
Assim que saímos do aeroporto, lá estava ela, Dona Rosa, com sua expressão séria que apenas disfarçava o furacão de emoções que provavelmente estava sentindo. Ao lado dela, meus sete irmãos estavam alinhados como se fossem um exército, cada um com uma personalidade que logo se destacaria, como sempre.
E claro, o impacto inicial de Katrina foi imediato. Vestida de forma impecável — short branco, camisa social leve e a corrente de ouro com diamantes que Axel e eu também usávamos, algo que ela insistiu em comprar para nós três antes da viagem —, ela parecia saída de um comercial de luxo. Minha mãe, por outro lado, usava seu vestido floral preferido e sandálias, sem muita paciência para ostentações.
— Rebeca! Minha filha, olha você aqui! — Minha mãe foi a primeira a vir me abraçar. — Está comendo direito? Parece mais magra! Essa gravidez precisa de mais feijão e menos frescura!
— Estou bem, mãe, calma. — Sorri, tentando manter o clima leve enquanto ela olhava rapidamente para minha barriga. — Tá tudo certo com o bebê.
Quando Katrina se aproximou, segurando Axel no colo, minha mãe desviou o olhar rapidamente. Educada, mas não calorosa. Axel, como sempre, foi direto:
— Hi, grandma! (Oi, vovó!)
Minha mãe franziu o cenho, completamente perdida.
— O que foi que ele disse? — perguntou, já desconfiada.
— Ele disse "oi, vovó", mãe. Axel fala inglês, lembra?
— Hm. Esse menino tem que aprender português também. Aqui a gente fala a nossa língua.
Katrina manteve a expressão neutra, mas eu sabia que ela não gostava do tom passivo-agressivo da minha mãe. Para desviar o foco, me virei para meus irmãos, que olhavam para o carro que Katrina havia comprado: uma BMW vermelha que brilhava mais do que as roupas das vitrines do shopping.
— Isso é... — começou Roger, meu irmão mais velho, apontando para o carro como se fosse uma miragem. — Isso é de verdade?
— Claro que é! — Katrina respondeu com um sorriso sutil. — Um presente para vocês, se quiserem.
— Como assim, presente? — Minha mãe imediatamente entrou na conversa, franzindo ainda mais o cenho.