você é rica?

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A chuva batia forte nas janelas da mansão

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A chuva batia forte nas janelas da mansão. O som da água caindo parecia constante, como se o tempo lá fora estivesse refletindo a calmaria e o aconchego dentro de casa. A mansão estava quieta, exceto pelo som suave do aquecedor ligado e pelo calor que começava a se espalhar pelos amplos cômodos. O clima gelado de manhã deixava tudo ainda mais confortável, e eu estava feliz por Axel estar lá, se aquecendo da chuva e da vida que ele tinha deixado para trás.

O pequeno garoto, agora com roupas novas e mais confortáveis, estava sentado no sofá da sala de estar, com as pernas cruzadas e os olhos atentos, observando a grande casa. Ele parecia curioso, mas havia um misto de receio e desconfiança em seu olhar. A cada minuto, ele parecia mais ciente da vida que levava agora, longe das ruas e da violência que conhecia.

Rebeca, que já havia acordado há algum tempo, estava na cozinha preparando chocolate quente. Sua barriga começava a ficar mais evidente, e ela parecia um pouco mais cansada, mas ainda assim com aquele brilho suave no olhar. Ela já tinha ficado a maior parte da noite conversando comigo sobre como lidar com a situação do Axel, e hoje estávamos decididos a dar-lhe um pouco mais de atenção, conhecendo-o um pouco mais e tentando ajudá-lo a se ajustar à nova vida.

Axel ainda estava com medo de muita coisa, como se cada passo que desse pudesse trazer uma nova surra ou uma nova surpresa desagradável. Ele parecia ser uma criança de 6 anos em um corpo de 8. Olhava tudo com cautela, mas havia uma ingenuidade que nos tocava profundamente.

Olhei para ele, ainda deitado no sofá, e me sentei ao lado dele. Coloquei minha mão suavemente sobre a dele, tentando tranquilizá-lo, mas ele ainda estava tenso.

— Axel, você está se sentindo bem? — perguntei.

Ele olhou para mim, os olhos azuis fixos, mas seu corpo encolhido, como se estivesse esperando que a qualquer momento algo ruim acontecesse.

— Tá frio... — ele murmurou.

— Eu sei. Vamos tomar algo quente. O que você acha de chocolate quente?

Axel parecia intrigado com a ideia. Ele nunca tinha tido essas coisas simples da vida, essas coisas que para a maioria das crianças seriam tão naturais.

Ele balançou a cabeça afirmativamente.

Rebeca apareceu com duas canecas de chocolate quente e se sentou ao meu lado. Ela estava com um suéter grande, confortável, que caía sobre sua barriga, ainda segurando a caneca com as duas mãos.

— Axel, você quer? — Rebeca perguntou, com um sorriso gentil.

Ele olhou para a caneca com um misto de curiosidade e receio.

— É... pra mim? — ele perguntou, como se estivesse desconfiado de que alguém fosse tirar aquilo dele.

— Claro, é tudo seu — eu disse, pegando a caneca e colocando na mão dele.

𝐋𝐔𝐙, 𝐅𝐀𝐌𝐀 𝐄 𝐀𝐌𝐎𝐑 | 𝑹𝑬𝑩𝑬𝑪𝑨 𝑨𝑵𝑫𝑹𝑨𝑫𝑬Onde histórias criam vida. Descubra agora