Katrina Madson Jenner é a primeira modelo intersexual a se tornar uma das Angels da Victoria's Secret e a modelo mais bem paga do mundo, com um patrimônio líquido que a coloca entre as cinco mulheres mais ricas do planeta.
Em busca de um respiro da...
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Já era 3 da manhã, e o carro silencioso cortava as ruas de Los Angeles, enquanto a festa parecia ficar cada vez mais distante. A noite estava tranquila, mas a tensão do dia ainda pairava sobre nós. Rebeca estava cansada, sua barriga um pouco mais visível agora, com 4 meses de gravidez, e o corpo parecia pesar, mesmo nas pequenas movimentações. Ela estava quieta ao meu lado, os olhos focados na rua, mas o cansaço evidente.
Foi quando vimos a silhueta de uma criança sentada no viaduto, tremendo de frio. Inicialmente, não conseguimos distinguir o que era, mas quando nos aproximamos mais, a visão ficou mais clara: um garoto, loiro, sujo, com os braços abraçados ao corpo, tentando se aquecer. Meu coração apertou ao ver aquela cena.
— Rebeca... olha isso — falei, parando o carro e abaixando o vidro lentamente. — Ei, você está bem? — perguntei, minha voz cheia de preocupação.
O garoto não respondeu, mas seus olhos estavam arregalados, como se tentasse decidir se deveria falar ou não. A tensão aumentava. Rebeca, sempre sensível, perguntou:
— Você está com fome?
A reação dele foi instantânea: seus olhos brilharam, e ele balançou a cabeça lentamente. Ele parecia tão vulnerável, tão perdido.
Rebeca e eu nos encaramos, sem precisar dizer nada. A decisão estava tomada, mas sabíamos que tudo o que acontecia naquela noite mudaria algo em nossas vidas.
Eu desci do carro rapidamente, pedindo para Rebeca ficar dentro, já que os seguranças estavam logo atrás, prontos para qualquer eventualidade. A última coisa que eu queria era que Rebeca se envolvesse diretamente com o garoto, por mais que ela quisesse. Ela me lançou um olhar preocupado, mas aceitou.
Me agachei na frente do garoto e, com um sorriso suave, perguntei:
— Onde estão seus pais?
O garoto olhou para o chão, e com voz baixa, respondeu:
— Eles foram embora.
A dor na resposta me atingiu como um golpe. A tristeza, a solidão daquele garoto era visível. Eu respirei fundo e disse:
— Você não quer vir comigo? Eu posso te ajudar.
Ele hesitou, olhando para o carro e pareceu preocupado, mas sua resposta seguinte fez meu coração doer ainda mais.
— Eu não quero sujar seu carro...
Eu ri suavemente, tentando amenizar o momento, e falei:
— Não se preocupe. Eu tenho muitos carros, isso não vai fazer diferença. Vem comigo.
Finalmente, ele olhou para mim com mais confiança e, com uma leve hesitação, levantou-se. Ele era magro, mais do que eu esperava. Suspirando, abri a porta do carro e, com a ajuda de um dos seguranças, ele entrou, enquanto eu também me acomodava no banco do motorista. Logo travei as portas e pedi aos seguranças que seguissem o carro até minha mansão.